Quatro homens foram encontrados mortos na região central de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante a madrugada de quarta-feira (18). De acordo com as informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, três das vítimas são apontadas como suspeitas de participação na morte da menina Valentina da Costa Eracto dos Santos, de 8 anos, baleada em uma tentativa de assalto ocorrida no município dias antes.
Segundo o secretário da corporação, o delegado Felipe Curi, os corpos estavam Rua Santa Luzia, em frente a uma igreja evangélica, com as mãos e pés amarrados e marcas de disparos de arma de fogo. A cena indica que as mortes podem ter ocorrido em outro local, com posterior desova na região.
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As autoridades identificaram os quatro homens e levantaram antecedentes criminais de parte deles, incluindo registros por roubo, homicídio e outros delitos. Os homens são: João Vitor Teixeira Araújo, de 19 anos, com quatro anotações por roubo quando era menor; Lucas Pereira dos Santos Plínio, o LC, de 25 anos, com três anotações por roubo; Weslley Oliveira de Souza, o Caveirinha, de 23 anos, com passagens por homicídio, porte ilegal de arma e receptação; e Wilson de Oliveira de Santana Adriano, de 20 anos.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense conduz as investigações para esclarecer a motivação das mortes e verificar se há relação direta com o caso da criança. A polícia também busca imagens de câmeras e testemunhas que ajudem a reconstruir a dinâmica do crime.
Facção criminosa é apontada como responsável
A Justiça do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia determinado, no início da semana, a prisão de três homens investigados pela morte da menina Valentina da Costa Eracto dos Santos, os alvos dos mandados eram suspeitos de participação direta no crime que chocou moradores da região.
De acordo com o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, os investigados teriam sido mortos por integrantes do Comando Vermelho. A suspeita é de que a facção tenha agido por receio de operações policiais em áreas sob sua influência.
Ao comentar o caso, Curi criticou a lentidão e a brandura do sistema penal brasileiro, afirmando que a resposta do crime organizado acaba sendo mais rápida que a do Estado. A Delegacia de Homicídios segue apurando as circunstâncias das mortes e a possível ligação com a execução dos suspeitos.
Críticas à reincidência e à impunidade
O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou que os suspeitos mortos tinham histórico de envolvimento em crimes graves e, ainda assim, respondiam em liberdade. Segundo ele, a reincidência criminal contribui para a sensação de insegurança e aumenta o risco para a população.
Em declarações públicas, o secretário defendeu o endurecimento das leis penais e criticou o que considera falhas no sistema que permitem que investigados por crimes violentos permaneçam soltos. Para Curi, esse cenário acaba favorecendo a atuação de criminosos e ampliando o número de vítimas.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que realiza diligências para esclarecer como ocorreram as mortes, quem participou da ação e se há relação com outros crimes na região. As investigações seguem em andamento.

Valentina da Costa Eracto dos Santos de 8 anos (Foto: Reprodução)
Abordagem criminosa no caminho de casa
Na noite de 11 de fevereiro, a menina Valentina da Costa Eracto dos Santos estava com o pai a caminho de casa quando o carro da família foi abordado por criminosos. O veículo já se aproximava da residência quando outro automóvel emparelhou e rendeu o motorista, obrigando-o a sair.
Durante a ação, um dos assaltantes efetuou um disparo que atravessou o para-brisa e atingiu a criança na cabeça. Mesmo sem conseguir concluir o roubo ou levar o carro, o grupo fugiu logo após o tiro, deixando a vítima ferida.
As investigações apontaram que o automóvel usado pelos suspeitos havia sido roubado horas antes na cidade do Rio de Janeiro. Na ocasião, o dono do carro foi mantido refém por cerca de quatro horas, período em que sofreu ameaças e agressões. Depois de utilizarem dinheiro da vítima para comprar bebidas, os criminosos a libertaram em outro ponto da capital.
A polícia segue reunindo provas para esclarecer a dinâmica completa dos crimes e identificar todos os envolvidos. O caso gerou forte comoção e reforçou o debate sobre violência urbana e segurança pública na região metropolitana.
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