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Síndico que matou corretora usou dinheiro do condomínio para pagar advogado, diz polícia

Síndico que matou corretora usou dinheiro do condomínio para pagar advogado, diz polícia

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou que o síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso pelo assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, teria utilizado recursos da associação de moradores do condomínio para custear despesas com seu advogado.

Segundo o delegado André Luiz, responsável pelo caso em Caldas Novas, a irregularidade foi descoberta pelo presidente da associação, que identificou o pagamento feito via Pix e registrou boletim de ocorrência contra Cléber.

A transferência teria ocorrido no dia seguinte à assinatura do contrato de honorários, formalizado em 17 de janeiro, sendo direcionada da conta da associação para a conta do filho do síndico.

A investigação aponta que os valores da associação foram desviados para fins pessoais, reforçando a linha de apuração sobre o comportamento do acusado e a utilização indevida de recursos coletivos para custear despesas jurídicas particulares.

Crimes por homicídio, patrimoniais e administrativo

Além de responder pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, o síndico Cléber Rosa de Oliveira também deverá responder por delitos de natureza patrimonial, relacionados à função que exercia no condomínio, bem como por irregularidades administrativas na associação de moradores.

A apuração desses crimes será conduzida de forma independente pelo GEIC (Grupo Especial de Investigações Especiais de Caldas Novas), que ficará responsável por investigar o desvio de recursos e demais infrações cometidas no âmbito da gestão condominial.

Relembre o caso

A corretora Daiane Alves Souza foi localizada 40 dias após seu desaparecimento, tendo sido vista pela última vez nas câmeras de segurança do elevador do prédio, enquanto se dirigia ao subsolo para verificar o quadro de energia de seu apartamento.

Segundo a investigação da Polícia Civil de Goiás, o síndico Cléber Rosa de Oliveira teria desligado o disjuntor de forma proposital, com o objetivo de atrair Daiane até o subsolo, onde a atacou e, em seguida, transportou o corpo para uma área de mata localizada a cerca de 15 km da cidade.

O crime, segundo apurado, teria ocorrido em um intervalo de apenas oito minutos, desde o momento em que Daiane chegou ao subsolo até o ataque fatal, demonstrando a rapidez e premeditação da ação.

Daiane Alves Souza (Foto: Reprodução)

Atualizações do caso

A investigação da Polícia Civil de Goiás apontou que o assassinato de Daiane Alves Souza foi resultado de uma emboscada planejada, na qual a própria vítima registrou os últimos minutos de vida. O celular da corretora foi encontrado no esgoto do condomínio, contendo imagens que documentam o ataque.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho foram presos na madrugada de 28 de janeiro, mesmo dia em que o corpo de Daiane foi localizado em estado de ossada, após Cléber indicar o local onde havia abandonado a vítima. O filho, inicialmente suspeito de ocultação de provas, foi liberado na tarde de quinta-feira (19), depois que as investigações confirmaram que a autoria do crime era exclusiva do pai.

Segundo apuração policial, desavenças entre Daiane e Cléber já existiam desde novembro de 2024, período em que a corretora administrava alguns apartamentos do condomínio, o que teria motivado o conflito que culminou no crime.

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