Segundo Marshall McLuhan, filósofo e teórico: “O meio é a mensagem.”

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A célebre tese de Marshall McLuhan transformou a maneira como a sociedade compreende a influência dos canais de comunicação sobre o comportamento humano. Ao afirmar que o meio é a mensagem, o autor sugere que o suporte tecnológico altera a escala e a forma das relações sociais de maneira profunda. Portanto, o impacto do meio digital supera o conteúdo específico das informações que circulam nas redes modernas.

Como o conceito de que o meio é a mensagem se aplica à era digital?

De acordo com um artigo da Encyclopaedia Britannica, a natureza intrínseca de uma tecnologia molda a percepção do usuário independentemente do texto transmitido. No cenário atual, as redes sociais priorizam a velocidade e a fragmentação, alterando a nossa capacidade de concentração prolongada e reflexão crítica. Por consequência, a estrutura algorítmica torna-se a verdadeira mensagem absorvida pela mente coletiva em cidades como São Paulo e Tóquio.

O meio digital impõe uma nova cadência à vida urbana, onde a disponibilidade constante redefine as fronteiras entre o trabalho e o lazer. Além disso, a interatividade característica dessas plataformas molda a identidade individual através da validação constante por métricas de engajamento. Logo, o indivíduo moderno é um produto direto das propriedades técnicas do meio que utiliza diariamente para se comunicar.

📺 Era Elétrica

A televisão cria a “Aldeia Global”, unificando o mundo através da imagem e do som em tempo real.

📱 Era Digital

O smartphone estende o sistema nervoso central, permitindo a conexão ubíqua e o processamento de dados.

🤖 Era da IA

Algoritmos preditivos tornam-se o novo meio, ditando escolhas e moldando a realidade social de forma invisível.

Quais mudanças sociais o meio digital provoca na cognição humana?

A transição para o ambiente digital acelerou a velocidade do processamento de informações, mas reduziu a profundidade da análise contemplativa. Além disso, a natureza multitarefa dos dispositivos eletrônicos fragmenta a atenção, impedindo o mergulho em narrativas densas ou complexas. Portanto, a estrutura técnica dos aplicativos de mensagens instantâneas dita a forma como as relações interpessoais se desenrolam em centros como Nova York.

As plataformas digitais incentivam o pensamento binário e a polarização devido à sua arquitetura de filtros e bolhas de informação. Contudo, essa característica é inerente ao design do software e não apenas ao conteúdo das postagens realizadas pelos usuários. Assim, o comportamento político e social de populações em capitais como Londres é diretamente influenciado pela infraestrutura do meio digital predominante.

Segundo Marshall McLuhan,
Arquitetura digital fragmenta a atenção e altera a capacidade de reflexão crítica na sociedade moderna – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que entender que o meio é a mensagem ajuda a compreender as fake news?

O fenômeno das notícias falsas ganha força pela facilidade técnica de replicação e pela velocidade de propagação das redes sociais contemporâneas. Além disso, o design visual de uma manchete sensacionalista no smartphone evoca respostas emocionais rápidas antes mesmo da leitura do texto completo. Como resultado, o meio digital favorece a viralização do choque e da indignação em detrimento da verdade factual ou do contexto histórico.

A arquitetura das plataformas é desenhada para manter o usuário conectado pelo maior tempo possível, explorando gatilhos de dopamina. Portanto, a mensagem real transmitida pelo feed não é a notícia em si, mas a necessidade de consumo contínuo e engajamento reativo. Logo, o conceito de McLuhan permanece atual para decifrar como a manipulação de dados opera nas sombras da tecnologia para sobrevivência política.

Meio de Comunicação Mensagem Implícita Impacto Social
Prensa Escrita Racionalidade e Linha Nacionalismo e Alfabetização
Televisão Emoção e Imagem Passividade e Aldeia Global
Internet Móvel Imediatez e Conexão Fragmentação e Vigilância

Como o design do meio digital redefine o conceito de privacidade?

A coleta massiva de dados em cidades conectadas como Seul transforma cada ação cotidiana em uma mensagem monitorada por sistemas centrais. Além disso, a gratuidade dos serviços digitais esconde o fato de que o comportamento do usuário é o produto real sendo comercializado. Desse modo, a mensagem do meio digital é a transparência forçada do indivíduo perante o mercado e o Estado de vigilância moderno.

As configurações de privacidade são muitas vezes ignoradas pela conveniência técnica oferecida pelas interfaces amigáveis e rápidas. Ademais, o desejo de pertencimento à aldeia global digital supera a preocupação com a segurança das informações pessoais no longo prazo. Por fim, McLuhan antecipou que a tecnologia não apenas transmite dados, mas reorganiza a própria essência da liberdade humana.

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