O influenciador e aventureiro Richard Rasmussen e o amigo Julhão estão planejando uma viagem ao estado do Acre com o objetivo de vivenciar experiências ligadas à ayahuasca e à cultura tradicional da região. Em conversa informal, eles comentaram a possibilidade de passar alguns dias em aldeias e comunidades locais, buscando compreender de forma mais profunda os usos ancestrais da bebida sagrada e os saberes ligados à floresta.

Richard e Julhão também ressaltaram a importância de planejar a viagem com cautela: Foto/Reprodução
“A ideia é fazer algo especial, como três dias na aldeia, conhecer todos os costumes, talvez até uma semana”, comentou um dos participantes, destacando o desejo de imersão cultural e espiritual que motiva o planejamento da viagem.
A ayahuasca é uma bebida ritual preparada tradicionalmente a partir do cipó mariri e das folhas de chacrona. Utilizada há milhares de anos em contextos religiosos e terapêuticos por povos indígenas da região amazônica, ela ocupa lugar central em diferentes tradições espirituais. No Acre, além das práticas indígenas, a bebida também integra rituais de movimentos religiosos sincréticos como o Santo Daime, a Barquinha e a União do Vegetal, que combinam elementos indígenas, cristãos e espiritualistas em suas cerimônias com o chamado chá sagrado.
O uso ritual da ayahuasca é reconhecido no Brasil como manifestação cultural e religiosa legítima e tem sido tema de debates públicos e iniciativas de proteção legal. O Acre tornou-se referência nacional e internacional nesse contexto, com a valorização da cultura ayahuasqueira e a criação do Dia da Cultura Ayahuasqueira no calendário oficial do estado.
Além da tradição ligada à bebida, o Acre é berço de povos indígenas como os Huni Kuin e os Yawanawá, cujos rituais ancestrais e a profunda conexão com a floresta atraem pessoas em busca de experiências espirituais autênticas e de imersão na cultura local.
Richard e Julhão também ressaltaram a importância de planejar a viagem com cautela, considerando compromissos pessoais, como o nascimento de filhos, e a possibilidade de estruturar roteiros fixos para futuras expedições. A proposta inclui etapas de preparação, vivências com comunidades tradicionais e troca de experiências, sempre com respeito às tradições locais e às realidades individuais dos envolvidos.
O interesse por esse tipo de vivência reflete uma tendência crescente entre brasileiros e estrangeiros que buscam explorar os aspectos culturais e espirituais da Amazônia, indo além do turismo convencional e procurando um contato mais profundo com as raízes indígenas e as práticas ancestrais da região.
