Olhar Digital > Pro > Quais bancos e fintechs faziam parte do ecossistema do Banco Master?

Entenda a estrutura do conglomerado de Daniel Vorcaro e quais marcas foram atingidas pela recente crise e liquidações do Banco Central

(Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18), trouxe de volta um questionamento que assombra investidores desde o final do ano passado: qual é o real tamanho do império financeiro que nasceu sob a marca do Banco Master?

Embora o Pleno tenha operado sua cisão jurídica meses antes da quebra, sua origem está ligada ao conglomerado liderado por Daniel Vorcaro. A estrutura do grupo, marcada por aquisições agressivas de instituições em dificuldade e um crescimento exponencial no crédito consignado, criou uma rede complexa de marcas que, até pouco tempo, compartilhavam os mesmos controladores e estratégias de captação.

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O ecossistema do Grupo Master: quem fez parte?

O Grupo Master não era apenas um banco, mas um ecossistema que envolvia desde bancos digitais focados no varejo até corretoras de valores e fundos de investimento. A estratégia era clara: adquirir licenças bancárias e estruturas prontas para expandir a oferta de crédito.

As principais instituições ligadas ao grupo:

  • Will Bank: fintech de varejo com foco em cartões de crédito e conta digital. O grupo Master adquiriu o controle da operação para ganhar escala no público jovem e desbancarizado. O Will Bank teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em janeiro de 2026.
  • Banco Pleno (antigo Voiter / Indusval): especializado em crédito corporativo e consignado. Foi a “moeda de troca” na separação societária entre Daniel Vorcaro e Augusto Lima em 2025. O Banco Pleno e a Pleno DTVM foram as últimas peças a cair, com liquidação decretada hoje, 18 de fevereiro de 2026.
  • Master Corretora (Master DTVM): braço de distribuição de títulos e valores mobiliários, essencial para a estratégia de captação de recursos via CDBs. O encerramento ocorreu simultaneamente à queda do Banco Master S/A e do Banco Master de Investimento.
  • Letsbank (antigo Banco Smartbank): focado em soluções de Banking as a Service (BaaS) para empresas e varejistas. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Letsbank S.A. Banco Múltiplo no mesmo dia da quebra do Banco Master.
  • CBSF DTVM (antiga Reag): instituição que atuava na gestão e distribuição de ativos e que também foi tragada pelo processo de resolução do Banco Central em janeiro de 2026, após investigações da “Operação Compliance Zero”.

Linha do tempo: do Indusval ao Banco Pleno

Escritório do Banco Pleno
Imagem: Banco Pleno / Reprodução
  • 1991 – A origem (Banco Indusval): A instituição assume o nome de Banco Indusval, focando em crédito corporativo e agronegócio. Por décadas, foi um banco médio tradicional no mercado brasileiro.
  • Fevereiro de 2024 – A entrada do Grupo Master: O Banco Master, de Daniel Vorcaro, anuncia a compra do Voiter. A ideia era reorganizar o banco dentro do conglomerado que estava em rápida expansão.
  • Julho de 2025 – O nascimento do Banco Pleno: Após autorização do Banco Central, Augusto Lima assume oficialmente o controle do antigo Voiter. O banco é rebatizado como Banco Pleno, focando agora em crédito consignado e adotando taxas agressivas de CDB para captar recursos.
  • Novembro de 2025 – Crise no Master: Enquanto o Pleno tentava se estabilizar, o Banco Master (seu antigo “irmão”) sofre uma liquidação. O Pleno escapa por ter se separado juridicamente do grupo três meses antes.

Layse Ventura

Editor(a) SEO

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Layse Ventura é jornalista (Uerj), mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento (Ufsc) e pós-graduada em BI (Conquer). Acumula quase 20 anos de experiência como repórter, copywriter e SEO.