Produção de mandioca atinge marca histórica no Acre, com forte impacto na agricultura familiar

O levantamento também revelou que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no estado atingiu 186.972 toneladas no ano passado

A mandioca se destacou como o produto agrícola mais cultivado no Acre em 2025, com uma produção de 494.311 toneladas, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento também revelou que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no estado atingiu 186.972 toneladas no ano passado, cobrindo uma área de 62.804 hectares.

A mandioca se destacou como o produto agrícola mais cultivado no Acre em 2025: Foto/Reprodução

Embora o levantamento se concentre em grãos, que totalizaram 186.972 toneladas, os dados gerais destacam a diversidade da agricultura no Acre. Além da mandioca, os maiores volumes de produção foram de milho, com 123.214 toneladas, seguido por banana, com 89.738 toneladas, e soja, com 56.659 toneladas. Outros produtos também apareceram no relatório, como arroz, com 4.246 toneladas; café, com 6.632 toneladas; feijão, com 2.829 toneladas; laranja, com 5.279 toneladas; cana-de-açúcar, com 10.181 toneladas; e fumo, com 115 toneladas.

Esses números evidenciam a importância das cadeias produtivas locais, especialmente aquelas vinculadas à agricultura familiar, que tem na mandioca uma das principais fontes de renda. A produção não se limita ao consumo in natura, mas também movimenta casas de farinha, pequenas agroindústrias e o comércio regional, consolidando-se como um pilar econômico.

O governador Gladson Camelí atribuiu o crescimento da produção agrícola ao planejamento estratégico e aos investimentos contínuos no setor, destacando que o aumento na produção foi impulsionado por incentivos, assistência técnica e mecanização agrícola. Segundo Camelí, o aumento de mais de 186.972 toneladas na safra de 2025 é um reflexo de um trabalho bem executado, com foco no fortalecimento das cadeias produtivas e na geração de emprego e renda no campo.

A secretária de Estado de Agricultura, Temyllis Silva, também comentou que os projetos em andamento, juntamente com os recursos obtidos por meio de convênios e emendas parlamentares, devem proporcionar maior suporte às cadeias produtivas de café, cacau, mel e mandioca. Ela enfatizou, ainda, que há planos para expandir ações voltadas para terras indígenas, com o objetivo de fortalecer ainda mais a agricultura no estado.