O presidente estadual do PT, vereador André Kamai, deu início a uma série de visitas pelo interior do Acre, com foco na reorganização do partido em vista das eleições deste ano. A primeira parada da agenda ocorreu na região do Vale do Juruá, em articulações realizadas na cidade de Cruzeiro do Sul.

Kamai também comentou a pré-candidatura do ex-governador Jorge Viana ao Senado: Foto/Reprodução
Durante entrevista à TV Juruá, Kamai detalhou os nomes que integram a chapa que a federação formada por PT, PCdoB e PV pretende oficializar para concorrer a vagas na Assembleia Legislativa do Acre e na Câmara dos Deputados.
Na disputa estadual, estão previstos nomes considerados competitivos, entre eles o ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo, Isaac Piyanko, o deputado estadual Edvaldo Magalhães, o superintendente da SPU Thiago Mourão, o superintendente do Ministério da Agricultura Cesário Braga, o superintendente do Ibama Márcio Alercio, e o líder religioso de Xapuri, padre Antônio.
“Hoje nós já temos uma chapa que aponta para disputar duas cadeiras e tentar chegar à terceira”, afirmou Kamai.
Para a Câmara Federal, o dirigente confirmou sua pré-candidatura a deputado federal e indicou a ex-deputada Perpétua Almeida, atual diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, como outro nome que deve integrar a chapa.
Kamai também comentou a pré-candidatura do ex-governador Jorge Viana ao Senado. Segundo ele, “o partido não trabalha, neste momento, com a possibilidade de desistência, mas admite que poderá haver reorganização caso o cenário mude.”
“Candidatura majoritária não é de uma pessoa, é de um movimento político. Nós estamos organizando as chapas e avaliando as condições políticas para efetivamente fazer a disputa”, destacou o presidente estadual do PT.
Ainda na entrevista, Kamai abordou a avaliação do presidente Lula no Acre, afirmando que programas sociais do governo federal, como a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, podem contribuir para ampliar a votação do petista no estado.
“Na eleição passada, o presidente Lula teve cerca de 27% dos votos aqui. Eu acredito que podemos avançar para acima de 30% ou 35%”, concluiu.