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Policiais são flagradas atropelando grupo de cães com a viatura da PM; vídeo

Policiais são flagradas atropelando grupo de cães com a viatura da PM; vídeo

Uma viatura da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) foi flagrada atropelando um grupo de cães na rua Coronel Sávio Belota, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus (AM). O caso aconteceu neste domingo (1º) e foi registrado por câmeras de segurança de uma residência da região.

As imagens mostram pelo menos três cachorros parados no meio da via quando a viatura passa por cima dos animais. Logo em seguida, outros cães e pessoas que estavam próximas correm em direção ao local, tentando socorrer os animais atingidos. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais e gerou forte indignação.

Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que, assim que tomou conhecimento do ocorrido, iniciou imediatamente o processo de identificação dos policiais envolvidos. Segundo a corporação, os agentes foram afastados das atividades operacionais de rua até a conclusão das apurações.

“A PMAM não compactua com a conduta da guarnição e a apuração do caso será conduzida com rigor”, afirmou a corporação. Ainda de acordo com a nota, foi instaurado um procedimento administrativo disciplinar pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD).

Além disso, a Polícia Civil do Amazonas abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do caso, possíveis responsabilidades e eventuais desdobramentos criminais. Equipes da PC-AM estiveram no local para realizar diligências, e a ocorrência será encaminhada à Delegacia Especializada em Meio Ambiente (DEMA), que ficará responsável pela continuidade das investigações.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde dos cães atropelados.

Outros casos recentes chocam o país

Novos episódios de violência vieram à tona em diferentes regiões do país e ampliaram a revolta da população.

Em Unaí, no Noroeste de Minas Gerais, um cachorro foi baleado três vezes por um homem que estava em uma motocicleta, em uma área de intenso movimento de pessoas e veículos. O crime ocorreu na esquina da Rua Birutas com a Rua Djalma Torres. Inicialmente, imagens divulgadas a partir de denúncias indicavam que o barulho registrado nas gravações seria de fogos de artifício ou rojões. No entanto, novas informações confirmaram que se tratava de disparos de arma de fogo.

Gravemente ferido, o animal passou por cirurgia de emergência. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o cachorro sendo operado e o momento em que uma das balas é retirada do corpo, evidenciando a violência do ataque. Apesar dos esforços da equipe veterinária, o animal não resistiu aos ferimentos.

Além da crueldade contra o cachorro, o caso gerou revolta pelo risco à população. O uso de arma de fogo em via pública poderia ter provocado uma tragédia ainda maior, colocando pedestres e motoristas em perigo. Até o momento, o autor dos disparos não foi identificado, e as imagens devem auxiliar as autoridades na investigação.

Na mesma semana, outro caso semelhante foi registrado em Toledo, no oeste do Paraná. Um cachorro comunitário conhecido como Abacate morreu após ser baleado no bairro Tocantins. O tiro perfurou o intestino do animal, provocando contaminação abdominal. Ele chegou a ser submetido a uma cirurgia, mas não resistiu. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso e tenta identificar o responsável pelo disparo.

Polícia Civil do Paraná investiga morte do cão Abacate

Já em Campinas (SP), um médico anestesiologista de 76 anos foi preso por maus-tratos após matar a tiros o próprio cachorro, da raça rottweiler. A prisão foi convertida em preventiva durante audiência de custódia. Segundo a Polícia Militar, o homem alegou que tentou sacrificar o animal com medicamentos e, sem sucesso, utilizou um revólver calibre 38. A defesa afirma que o disparo foi acidental. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Médico de Campinas está preso preventivamente após matar o próprio cão a tiros

Caso Orelha mobiliza manifestações

A sequência de episódios ocorre em meio à forte comoção nacional provocada pela morte do cão Orelha, em Santa Catarina. O animal morreu após sofrer agressões violentas, principalmente na região da cabeça. Quatro adolescentes são investigados pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento no crime.

Manifestações pedindo justiça e punição aos responsáveis foram realizadas durante este domingo, 01, em diversas capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis e Salvador. Os atos buscam chamar a atenção para a violência contra animais e cobrar respostas mais rigorosas das autoridades.

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