O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso em flagrante no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, no dia 9 de fevereiro, suspeito de envolvimento com menores. Segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, a investigação da Polícia Civil revelou que o piloto pagava entre R$ 50 e R$ 60 por fotos ou vídeos e de R$ 300 a R$ 500 por encontros com as vítimas.
De acordo com os investigadores, Lopes utilizava um método gradual para ganhar a confiança das famílias. Ele se apresentava como um homem educado, iniciava conversas casuais e se aproximava dos responsáveis pelas vítimas em locais públicos, como ruas e padarias.
A delegada Luciana Peixoto afirmou que o suspeito oferecia ajuda material como forma de criar vínculo.
“Ele chamava para jantar, ia à casa das vítimas, levava presentes, comprava alimentos e perguntava do que elas precisavam”, relatou.

O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos – Foto: Divulgação
Ofertas em dinheiro e pressão
Ainda segundo a polícia, após conquistar a confiança das famílias, o piloto passava a oferecer dinheiro em troca de fotos, vídeos ou encontros. Os valores variavam conforme a exigência.
A delegada explicou que, mesmo quando as vítimas recusavam participar, havia insistência e pressão.
“Não necessariamente são famílias pobres, mas que enfrentavam algum tipo de dificuldade financeira”, destacou Luciana Peixoto.
As provas no celular
O ponto crucial da abordagem foi a entrega voluntária do aparelho celular. No dispositivo, o piloto mostrou aos policiais registros de uma das vítimas, comprovando o armazenamento de material de exploração sexual. Segundo a investigação da Operação Apertem os Cintos, o celular não era apenas um repositório, mas uma ferramenta de negociação.
De acordo com a delegada Luciana Peixoto, o material encontrado é contundente. Além das imagens, o histórico de conversas revela que o piloto pedia que as vítimas atuassem como aliciadoras, solicitando que trouxessem “amigas de 11 a 14 anos” para o esquema. Ele se referia abertamente às crianças como “garotinhas” e reforçava sua preferência pelas “novinhas”.
A estrutura do abuso
A confissão de Lopes ajudou a polícia a entender a logística do crime. O piloto utilizava documentos falsos para entrar com menores em motéis e mantinha uma rede de apoio financeiro com mães e avós das vítimas.
“Ele comprava o acesso”, explicou a delegada. Em troca do silêncio e da entrega das crianças, o piloto pagava desde remédios até o aluguel das famílias.
Sérgio Antônio Lopes foi demitido por justa causa na última quarta-feira (11). Ele segue preso e responderá por estupro de vulnerável, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil, além de favorecimento da prostituição.
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