O ator e humorista Paulo Vieira, de 32 anos, será o responsável por interpretar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, que acontece neste domingo (15), na abertura do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola levará para a avenida um enredo dedicado à trajetória do líder político, colocando o artista no centro de um dos momentos mais aguardados da noite.
Conhecido por projetos como a série “Pablo & Luisão” e o programa “Avisa lá que eu vou”, ambos exibidos pela TV Globo, Paulo Vieira teve sua participação confirmada pela agremiação no próprio dia do desfile. Na noite anterior, o humorista também marcou presença na Marquês de Sapucaí ao participar da apresentação da Império Serrano, reforçando sua ligação com o Carnaval carioca.
Outra presença de destaque será a da atriz Dira Paes, de 56 anos, que representará Dona Lindu, mãe do presidente. A personagem tem papel simbólico na história de Lula, especialmente por ter falecido em 1980, enquanto o filho estava detido durante o período da ditadura militar. Dira, atualmente no elenco da novela “Três Graças”, também integra produções recentes ao lado de Vieira e tem envolvimento com pautas públicas, incluindo participação em conselhos ligados ao governo federal.

Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula
A Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a entrar na avenida nesta noite, com início previsto para 21h45, em desfile transmitido nacionalmente pela televisão e por plataformas de streaming. O enredo escolhido destaca a trajetória de Lula desde suas origens até sua ascensão como figura central na política brasileira, apostando em elementos históricos e simbólicos.
Lula homenageado
A homenagem, no entanto, não passou despercebida no cenário político. Críticas de adversários e questionamentos formais foram apresentados a órgãos como o Tribunal de Contas da União e o Tribunal Superior Eleitoral. As ações levantaram suspeitas sobre possível promoção institucional em período pré-eleitoral, especialmente após a confirmação de repasses federais à escola. Apesar disso, o TCU manteve os recursos e o TSE optou por não barrar a apresentação antes de sua realização.
Especialistas em direito constitucional apontam que a criação de um enredo inspirado em uma figura pública não configura, por si só, propaganda eleitoral irregular. Segundo essa avaliação, qualquer infração dependeria de manifestações explícitas de apoio eleitoral durante o desfile, o que só poderia ser analisado após a apresentação.
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