Pânico 7 estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (26/2) cercado de expectativa nas bilheterias mesmo após uma série de polêmicas quando o filme ainda estava em estágios iniciais. O novo capítulo da famosa saga de terror ficou marcado por demissões, desistências e reformulações que mudaram a sequência da história.
As polêmicas começaram em novembro de 2023, quando Melissa Barrera, a protagonista dos dois filmes anteriores, foi demitida pela Spyglass Media Group. A atriz tinha publicando nas redes sociais críticas às ações de Israel na Faixa de Gaza e falou em “genocídio” para descrever a situação.
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Cena de Pânico 7
Jessica Miglio/Paramount
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Melissa Barrera em Pânico
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Com muitas cenas plásticas e caprichadas de violência, esta nova sequência foi a melhor versão do Ghostface
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Para você que se apegou aos personagens dos filmes anteriores, o elenco vai te deixar ainda mais animado. Isso porque Melissa Barrera (Sam Carpenter), Jasmin Savoy Brown (Mindy), Mason Gooding (Chad), Jenna Ortega (Tara), Hayden Panettiere(Kirby) e Courteney Cox (Gale) estão de volta para essa sequência
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O filme de Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin cumpre muito bem o seu papel e faz com que o sexto seja o melhor filme da série, com muito mais mortes, cenas de terror que empolgam e são muito caprichadas
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O estúdio afirmou, em comunicado, que tinha “tolerância zero ao antissemitismo” e anunciou o desligamento imediato da atriz. A decisão encerrou o arco de Sam Carpenter, que até então era uma das protagonistas da nova fase da franquia, e gerou grande repercussão nas redes sociais.
“A posição da Spyglass é inequivocamente clara: temos tolerância zero ao antissemitismo ou ao incitamento ao ódio sob qualquer forma, incluindo falsas referências ao genocídio, depuração étnica, distorção do Holocausto ou qualquer coisa que ultrapasse flagrantemente a linha do discurso de ódio”, disse o estúdio na época.
Poucos dias depois, Jenna Ortega, que interpretava Tara Carpenter e era outro pilar da renovação da franquia, também deixou o projeto. Inicialmente, a justificativa foi conflito de agenda com as gravações da série Wandinha, no entanto, a atriz afirmou que, sem o mesmo time criativo e diante da saída de Barrera, o retorno já não parecia a escolha certa. Jenna e Melissa tinham sido as protagonistas dos filmes Pânico 5 e Pânico 6.
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Boicote e críticas após a demissão
Outra polêmica que rondou os bastidores foi a saída do diretor Christopher Landon do projeto. Ele declarou que o que seria “o trabalho dos sonhos” tinha se tornado “um pesadelo” e revelou posteriormente que passou a receber ameaças após a demissão de Melissa Barrera, embora não tivesse participação na decisão do estúdio.
Para reorganizar a franquia, o estúdio recorreu a Kevin Williamson, criador da saga e roteirista do filme original de 1996, que assumiu a direção pela primeira vez. Ele desenvolveu um novo roteiro ao lado de Guy Busick, descartando a história anterior e recolocando no centro a personagem mais icônica da série.
Foi assim que Neve Campbell, ausente em Pânico 6 por desacordo salarial, retornou como Sidney Prescott. Segundo a revista Variety, a atriz teria recebido cerca de 7 milhões de dólares para voltar à franquia. Courteney Cox também vai represar o papel de Gale Weathers no novo longa.
No novo enredo, Sidney tenta viver longe dos traumas do passado, mas volta a ser alvo quando um novo Ghostface ameaça sua família. Apesar da mudança e do retorno de personagens amadas pelos fãs, parte dos fãs passou a defender boicote ao filme em apoio a Melissa Barrera.

