O que aconteceu com o Canibal de Ilhéus? Em agosto de 2025, um homicídio brutal na zona rural de Ilhéus, no sul da Bahia, ganhou repercussão nacional. Pedro Nascimento dos Santos, de 60 anos, foi morto a pauladas dentro da Fazenda Baixinho. O principal suspeito é o colega de trabalho, Luiz Teixeira de Oliveira, que havia começado a trabalhar no local no mesmo dia.
Testemunhas relataram à polícia que, após o assassinato, Luiz teria se aproximado do corpo e ingerido parte da massa encefálica da vítima, além de gritar frases desconexas. A versão do suposto ato de canibalismo foi relatada por moradores à Polícia Militar e repercutiu em todo o país, embora a Polícia Civil tenha informado, à época, que a confirmação técnica do fato dependia da perícia.
Em agosto do ano passado, o BacciNotícias publicou uma série de reportagens exclusivas que revelaram detalhes do crime. Segundo moradores, após o homicídio, o suspeito teria se aproximado do corpo da vítima. Um trabalhador rural que presenciou a cena relatou: “O miolo voou, e ele pegou o miolo e comeu, gritando que era canibal”.
Outro vizinho afirmou ter visto o momento logo após o ataque. “Vi quando ele meteu os dedos e saiu falando que comeu. Eu vi tudo. Ele saiu comendo o pedaço do cérebro”, disse, em entrevista exclusiva ao portal.
Desde o dia do crime, Luiz Teixeira de Oliveira está foragido.
Fuga para a mata e versões distintas: o que, de fato, aconteceu?
Após o homicídio, o suspeito fugiu em direção a uma área de mata fechada que cerca a propriedade rural. Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil fizeram buscas na região, com apoio da população local, mas Luiz não foi localizado.

Moradores relataram que ele teria sido visto em distritos próximos nos dias seguintes ao crime, inclusive com informações de que teria sido agredido por populares, mas conseguiu escapar antes da chegada das autoridades. Nenhuma dessas informações foi confirmada oficialmente pela polícia.
Com o passar das semanas, as buscas foram reduzidas e o caso deixou de ter atualizações públicas frequentes.
Medo contínuo: onde está o Canibal de Ilhéus?
Na época, trabalhadores rurais e moradores de fazendas próximas relataram medo com a possibilidade de o suspeito estar escondido na mata. O receio de invasões e novos ataques fez com que famílias reforçassem cuidados de segurança, especialmente à noite.
“A população está com medo de ele estar solto aqui na região. A gente fica com medo desse crime bárbaro”, afirmou um morador, em entrevista à época. O motorista Nivaldo Sena, que trabalha na região, descreveu o impacto psicológico do caso. “É uma situação muito pesada, um clima muito pesado. Uma pessoa no estado normal não faz um negócio daquele”, declarou.
Alguns moradores afirmaram que Luiz Teixeira não era conhecido por histórico de violência, mas que fazia uso frequente de bebida alcoólica. A polícia não divulgou se o suspeito possuía antecedentes criminais.

Histórias diferentes e medo entre os moradores
Um dos pontos mais sensíveis do caso foi o relato de que o suspeito teria praticado canibalismo após o crime. Testemunhas afirmaram ter visto Luiz ingerir parte do cérebro da vítima. Outras pessoas ouvidas posteriormente relataram versões diferentes sobre o que ocorreu no local, mencionando a presença de animais na cena.
A Polícia Civil informou que investigava todas as versões, mas que o foco principal do inquérito era o homicídio. Até hoje, não houve divulgação pública de laudo que confirmasse tecnicamente o suposto ato de canibalismo.
Com o passar das semanas, novas versões surgiram. Um homem identificado como Orlando, que disse conhecer o suspeito, contestou parte dos relatos sobre canibalismo.
“Não, ele não saiu gritando que era canibal. O cachorro comeu o negócio lá, o miolo do homem. O cachorro caiu no chão e comeu”, afirmou. Na mesma entrevista, Orlando acrescentou que o suspeito teria fugido do local. “Ele fugiu da cena do crime. Ele não era um rapaz perigoso, era trabalhador, mas bebia muito”, disse.
Seis meses depois, crime segue sem solução
Em fevereiro de 2026, o caso completa cerca de um ano sem a captura do principal suspeito. Luiz Teixeira de Oliveira segue oficialmente foragido. A Polícia Civil da Bahia não informou se há novas linhas de investigação em andamento ou pistas recentes sobre o paradeiro dele.

O inquérito segue aberto. O crime é tratado como homicídio qualificado.
Apesar da grande repercussão nacional nos primeiros dias, o caso deixou de aparecer com frequência no noticiário ao longo dos meses. Na região onde o crime ocorreu, moradores afirmam que o medo diminuiu com o tempo, mas a sensação de insegurança não desapareceu completamente.
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