O eclipse lunar que vai pintar o céu de vermelho em 2026

Siga o Olhar Digital no Google Discover

O eclipse lunar total de 2026 promete ser um dos espetáculos astronômicos mais marcantes do início do ano, tingindo o satélite natural com tons avermelhados profundos. No dia 3 de março, observadores em diversas partes do mundo poderão testemunhar o alinhamento perfeito entre o Sol, a Terra e a Lua. Este fenômeno raro oferece uma oportunidade única para entusiastas da astronomia registrarem a beleza da fase de totalidade sem equipamentos complexos.

Quando ocorrerá o eclipse lunar total de 2026?

Segundo informações publicadas pela NASA, o evento terá seu ápice nas primeiras horas da manhã do dia 3 de março. Este eclipse acontece quando a Lua entra na região de sombra mais densa da Terra, bloqueando completamente a luz direta do Sol.

A fase de totalidade é o momento mais aguardado, quando a Lua fica imersa na umbra terrestre e assume o visual avermelhado. Para acompanhar cada etapa desse processo, confira o cronograma esperado para o desenvolvimento do evento astronômico abaixo.

🌒 Início da Penumbra: O satélite começa a entrar na sombra externa da Terra, apresentando uma sutil perda de brilho.

🌑 Fase da Totalidade: A Lua fica completamente coberta pela sombra principal (umbra) e atinge o ápice da cor avermelhada.

🌗 Encerramento do Evento: O satélite emerge gradualmente da umbra, retornando à sua iluminação branca e prateada característica.

Como observar o fenômeno no céu noturno?

Para aproveitar ao máximo o evento, é fundamental escolher um local com pouca poluição luminosa e um horizonte o mais desobstruído possível. Como o eclipse lunar é seguro de ver a olho nu, você não precisará de óculos especiais como ocorre nos eclipses do Sol.

A paciência é a melhor aliada do observador, já que o processo total de imersão e saída da sombra pode durar algumas horas. Para uma experiência mais detalhada, veja algumas recomendações essenciais para garantir a melhor visualização do satélite.

  • Procure parques ou áreas rurais afastadas das luzes intensas dos centros urbanos.
  • Utilize binóculos de médio alcance para observar os detalhes das crateras na borda da sombra.
  • Verifique a previsão meteorológica com antecedência para evitar bloqueios por nuvens baixas.
  • Se for fotografar, utilize um tripé estável para capturar a baixa luminosidade da fase total.
O eclipse lunar que vai pintar o céu de vermelho em 2026
A visualização do fenômeno exige locais com baixa poluição luminosa e horizonte desobstruído – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quais regiões verão o eclipse lunar total de 2026?

A visibilidade deste eclipse dependerá diretamente da localização geográfica e do fuso horário de cada observador na superfície terrestre. Diferentes partes do globo terão perspectivas variadas, com algumas áreas vendo o eclipse desde o início até o fim.

As Américas, partes da Ásia e a Oceania são as regiões mais favorecidas para este evento específico de março. A tabela abaixo resume as condições de visibilidade para os principais continentes onde o fenômeno será visível no céu.

Região Geográfica Tipo de Visibilidade
América do Norte Visibilidade Completa (Totalidade)
América do Sul (Oeste) Visibilidade Parcial na Fase Total
Ásia Oriental Visibilidade Completa (Pós-nascer do Sol)
Oceania e Austrália Visibilidade Completa e Elevada

Por que a Lua fica vermelha durante o eclipse?

O efeito visual conhecido popularmente como “Lua de Sangue” ocorre devido a um fenômeno físico chamado dispersão de Rayleigh na atmosfera terrestre. Enquanto a Terra bloqueia a luz solar direta, a atmosfera do nosso planeta filtra e desvia parte dessa luz.

Apenas os comprimentos de onda mais longos, correspondentes ao vermelho e laranja, conseguem atravessar a atmosfera e atingir a superfície lunar. Esse é o mesmo princípio que torna o pôr do sol avermelhado, criando um brilho suave e místico no satélite.

Quais são os impactos científicos deste alinhamento?

Para a comunidade científica, o eclipse é muito mais do que um espetáculo visual, funcionando como um laboratório natural para estudos térmicos. Durante a entrada na sombra, a superfície lunar sofre uma queda de temperatura drástica em poucos minutos.

Essa mudança brusca permite que pesquisadores analisem a composição física do solo lunar e a presença de rochas sob a poeira. Além disso, a luz filtrada que atinge a Lua ajuda no estudo da qualidade e composição química da própria atmosfera da Terra.

Leia mais: