O banco que pode substituir centenas de árvores jovens e ainda resfriar o ar em até 4°C

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A inovação urbana trouxe uma solução sustentável para combater a poluição nas grandes metrópoles mundiais. Além disso, a instalação de bancos de praça que purificam o ar transforma espaços públicos em verdadeiros pulmões tecnológicos. Portanto, essa tecnologia combina mobiliário funcional com biotecnologia para melhorar a saúde dos cidadãos.

Como funcionam os bancos de praça que purificam o ar?

De acordo com um estudo publicado na Springer Nature, esses dispositivos utilizam musgos específicos e filtros avançados para absorver dióxido de carbono e partículas finas. Além disso, o sistema interno de ventilação força a passagem do ar contaminado através de camadas biológicas que realizam a fotossíntese de forma otimizada.

Os musgos selecionados possuem uma superfície foliar muito maior do que as árvores convencionais, o que potencializa a filtragem. Como resultado, um único banco pode equivaler ao poder de purificação de centenas de árvores jovens plantadas em solo urbano. Certamente, essa eficiência torna o projeto viável para locais onde o plantio tradicional é impossível.

🌱 Absorção Biológica

Culturas de musgo capturam poeira e óxidos de nitrogênio diretamente da atmosfera local.

📡 Monitoramento IoT

Sensores integrados medem a qualidade do ar em tempo real e regulam a irrigação.

🔋 Autonomia Solar

Painéis fotovoltaicos alimentam os ventiladores e os sistemas inteligentes do banco.

Quais são os principais benefícios para os centros urbanos?

A redução imediata de poluentes nas proximidades do mobiliário cria zonas de respiração segura para pedestres e ciclistas. Além disso, os bancos ajudam a mitigar o efeito das ilhas de calor, pois a evaporação da água no sistema de musgos resfria o ar circundante. Contudo, o design moderno também oferece conforto ergonômico e pontos de recarga para dispositivos móveis.

Esses bancos purificadores de ar já são realidade em várias cidades do mundo, principalmente através de um modelo bastante conhecido chamado CityTree, desenvolvido pela empresa alemã Green City Solutions. Eles combinam musgos, ventilação forçada e sensores inteligentes.

Redução de poluentes gera zonas de respiração segura para pedestres e ciclistas (Projeto CityTree) – Imagem: Una.city

Onde os bancos de praça que purificam o ar são mais eficazes?

Regiões com alto fluxo de veículos e pouca vegetação natural apresentam os melhores resultados após a instalação desses bancos. Consequentemente, avenidas movimentadas, terminais de ônibus e praças áridas recebem um alívio significativo na densidade de poluentes atmosféricos. Por outro lado, a integração estética com a arquitetura local valoriza o patrimônio urbano.

A coleta de dados realizada pelos sensores permite que os gestores públicos identifiquem os horários de maior poluição em cada zona. Por esse motivo, o banco funciona também como uma estação meteorológica estratégica para o planejamento da cidade. Veja na tabela abaixo o desempenho comparativo desses dispositivos:

Recurso Técnico Capacidade de Limpeza Área de Cobertura
Filtro de Musgo 250g de poeira/ano Até 50 metros
Redução de CO2 240 toneladas/ano Microclima local
Resfriamento Adabático Redução de até 4°C Entorno imediato

Quer saber se existem no Brasil?

Até o momento, não há registros públicos amplamente confirmados de CityTrees em operação permanente no Brasil. Porém, algumas capitais já estudam soluções semelhantes em parceria com universidades e startups de biotecnologia.

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