Uma mulher trans de 18 anos foi identificada nests quarta-feira (11), como a autora do massacre que deixou 8 mortos e 25 feridos na escola Tumbler Ridge Secondary School, no Canadá, na tarde de terça-feira (10). A atiradora foi identificada como Jesse Van Rootselaar, uma jovem transgênero de 18 anos.
- ‘Canibal de Teresina’: homem mata idoso de 82 anos e confessa ter mastigado língua da vítima
Durante uma entrevista coletiva, o subcomissário Dwayne McDonald revelou que a mulher trans foi encontrada morta dentro da escola. A causa do óbito foi um “ferimento de bala autoinfligido”, confirmando que a agressora tirou a própria vida após o atentado.
Para realizar o massacre, Jesse utilizou um arsenal composto por:
-
Uma arma de cano longo (rifle);
-
Uma pistola semiautomática.
Tragédia familiar e mistério sobre a motivação
Um dos detalhes mais chocantes revelados pelas autoridades é que o ataque não foi restrito ao ambiente escolar. Entre os mortos, foram identificadas a mãe e a irmã da agressora.
Até o momento, a polícia canadense afirma não ter “nenhuma ideia” sobre o que teria motivado Jesse a realizar o massacre. Não foram encontrados manifestos ou mensagens prévias que indicassem o planejamento do crime, e a investigação segue analisando o histórico pessoal e digital da jovem para encontrar respostas.
Correção no número de vítimas
O subcomissário McDonald também aproveitou a coletiva para corrigir o balanço oficial da tragédia. Embora os números iniciais divulgados na terça-feira apontassem nove mortos, o saldo confirmado após a perícia é de oito vítimas fatais, além dos 25 feridos que seguem em atendimento médico em unidades de saúde da região.
Relato dos alunos
O estudante Darian Quist, do 12º ano da Tumbler Ridge Secondary School, contou que o pânico começou por volta das 13h30, pouco após ele chegar à sala de aula. Um alarme soou nos corredores acompanhado de instruções imediatas para que todas as portas fossem trancadas devido a um protocolo de bloqueio (lockdown).
Em entrevista à CBC Radio West, Darian, acompanhado de sua mãe, Shelley Quist, descreveu a estratégia de sobrevivência adotada pelos alunos. “Pegamos mesas e bloqueamos as portas“, relatou o jovem. O grupo permaneceu em silêncio absoluto por mais de duas horas, enquanto Darian recebia fotos e informações pelo celular sobre o que acontecia nos corredores, até que a polícia finalmente chegou para escoltá-los em segurança.
‘Pegamos mesas e bloqueamos as portas’: aluno sobrevivente a ataque em escola relata cena de horror (Foto: Reprodução)
Mobilização das forças de segurança
A resposta ao ataque mobilizou um grande contingente de policiais, equipes médicas e agentes de emergência. Os feridos foram encaminhados para hospitais da região, mas as autoridades ainda mantêm sigilo sobre a identidade e a idade das vítimas fatais.
O superintendente Ken Floyd, chefe do Distrito Norte da polícia local, destacou a complexidade da ocorrência. “Foi uma situação que evoluiu rapidamente e de forma dinâmica. A cooperação ágil da escola e da comunidade foi fundamental para a nossa resposta”, afirmou em comunicado oficial.
*O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Por isso, fique atento se a pessoa demonstra comportamento suicida e procure ajudá-la com ajuda médica. Conte também com o CVV pelo telefone 188.
Leia mais no BacciNotícias:
- Polícia revela responsável por ataque de escola canadense que matou 10
- ‘Pegamos mesas e bloqueamos as portas’: aluno sobrevivente a ataque em escola relata cena de horror
- Tiroteio em escola deixa 9 mortos e 25 feridos
O post Mulher trans é identificada como autora de massacre em escola no Canadá apareceu primeiro em Bacci Noticias.
