O delegado Felipe Sala, responsável pela investigação envolvendo o secretário Thales Machado, afirmou que, em casos em que o autor tira a própria vida após cometer um crime, o inquérito costuma ser concluído com sugestão de arquivamento ao Ministério Público (MP), em razão da extinção da punibilidade pela morte do investigado.
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Segundo ele, ainda assim é obrigatória a apuração para verificar se houve eventual induzimento, instigação ou auxílio ao autoextermínio.
Delegado revela investigação de suicídio
“Em casos de suicídio, obviamente, é instaurado um inquérito, porque existe um crime no Código Penal, que é o de induzimento, auxílio ou instigação. Então precisamos apurar se o autor que se suicidou posteriormente sofreu algum tipo de influência”, explicou o delegado.
Até o momento, conforme ressaltou, não surgiram indícios de participação de terceiros que possam ter influenciado na decisão. As investigações continuam até a conclusão das oitivas e a finalização dos laudos periciais.
MP pode pedir arquivamento
Thales Machado, que ocupava o cargo de secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, morreu na madrugada de quinta-feira (12) após atirar contra os próprios filhos. A criança mais velha, de 12 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada no Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC).
O filho mais novo, de oito anos, foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde passou por protocolo de morte cerebral, mas o óbito foi confirmado no início da noite desta sexta-feira (13).
Horas antes do crime, na noite de quarta-feira (11), Thales publicou em rede social imagens ao lado dos filhos, acompanhadas de mensagens de carinho. Em uma das fotos, um dos meninos participava de aula de artes marciais, enquanto o outro desenhava sentado no colo do pai.
“Que Deus abençoe sempre, meus filhos… Papai ama muito”, escreveu. Publicações com declarações semelhantes eram frequentes no perfil do secretário.
*O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo pode ser o primeiro passo. Se notar comportamentos suicidas, procure ajuda médica especializada. O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende gratuitamente pelo telefone 188.
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