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MC Negão Original é alvo de operação contra quadrilha de golpes digitais em SP

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MC Negão Original é alvo de operação contra quadrilha de golpes digitais em SP

O cantor de funk paulista João Vitor Ribeiro, conhecido artisticamente como MC Negão Original, está entre os alvos de mandados de prisão temporária cumpridos pela Polícia Civil de São Paulo na manhã desta terça-feira (24). A operação mira um grupo suspeito de integrar um esquema de fraudes virtuais que teria feito diversas vítimas em diferentes regiões do país.

De acordo com as investigações, os envolvidos estariam ligados a crimes como o “golpe do INSS”, o “golpe do falso advogado” e o chamado “golpe da mão fantasma”, modalidade em que criminosos obtêm acesso remoto a dispositivos das vítimas para realizar transferências bancárias indevidas.

Com forte presença nas redes sociais, onde reúne mais de 4 milhões de seguidores, o funkeiro costuma ostentar uma rotina marcada por carros de luxo, grandes quantias em dinheiro e festas. As publicações ajudaram a consolidar sua imagem junto ao público jovem e impulsionaram sua carreira no cenário do funk paulista.

Até o momento, não há confirmação de que o artista tenha sido detido. Em nota, o advogado Robson Cyrillo, responsável pela defesa do cantor, informou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo que embasaram as medidas judiciais. Segundo ele, a análise detalhada do caso só poderá ser feita após a obtenção integral das informações da investigação.

Leia a nota da defesa de MC Negão

“A defesa técnica de João Vitor Ribeiro Marcelino Guido, artista musical conhecido nacionalmente e internacionalmente como MC Negão Original, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos.

O artista é pessoa idônea, com trajetória profissional consolidada no cenário musical, possuindo grande expressão pública e reconhecimento no Brasil e no exterior. No momento, a defesa ainda não teve acesso integral aos autos da investigação que originou as medidas recentemente divulgadas, circunstância que impede qualquer análise técnica aprofundada sobre os fatos imputados.

Ressalta-se que João Vitor comprovará sua inocência assim que a defesa obtiver acesso completo aos elementos do procedimento, oportunidade em que será possível compreender com precisão o teor da acusação e exercer plenamente o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa.

Importante destacar, ainda, que todas as transações financeiras relacionadas ao artista possuem lastro documental e origem lícita, o que será devidamente demonstrado no momento oportuno, tão logo a defesa tenha acesso aos documentos e elementos investigativos.

A defesa reafirma confiança nas instituições e no devido processo legal, reiterando que quaisquer esclarecimentos serão prestados nos autos, foro adequado para a análise técnica e imparcial dos fatos”.

Operação cumpre 173 mandados

A “Operação Fim da Fábula” mobilizou forças de segurança para cumprir 173 ordens judiciais em três unidades da federação. Ao todo, são executados 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária nos estados de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A ação tem como foco desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes virtuais em larga escala.

De acordo com as investigações, o grupo utilizaria plataformas de apostas on-line, as chamadas BETs, além de fintechs, para movimentar recursos obtidos por meio de fraudes digitais. A estratégia, segundo a polícia, serviria para dificultar o rastreamento do dinheiro desviado das vítimas.

As apurações também apontam para a clonagem de chaves Pix, mecanismo que permitia aos suspeitos acessar contas bancárias e realizar transferências indevidas. O esquema ainda é investigado por possível prática de lavagem de dinheiro, com indícios de ocultação e dissimulação da origem ilícita dos valores.

A ofensiva interestadual busca reunir provas, bloquear bens e interromper a atuação da quadrilha, considerada responsável por prejuízos significativos a vítimas em diferentes regiões do país.

Justiça determina bloqueio de até R$ 100 milhões

Além do cumprimento de prisões e mandados de busca, a ofensiva também tem como foco o bloqueio de bens atribuídos aos investigados. O Ministério Público identificou pelo menos 36 imóveis relacionados ao grupo, muitos deles registrados em nome de terceiros e empresas consideradas de fachada.

As apurações ainda apontam a existência de centenas de veículos e embarcações supostamente vinculados ao esquema. Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas bancárias, entre pessoas físicas e jurídicas, mapeadas ao longo da investigação.

A medida busca impedir a movimentação de valores suspeitos e assegurar eventual ressarcimento às vítimas.  As determinações judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista.

Um levantamento das autoridades também indica o crescimento expressivo do chamado “Golpe da Tarefa” no Brasil, modalidade que tem feito novas vítimas por meio de promessas de ganhos fáceis em atividades on-line.

A operação conta com a atuação de cerca de 400 agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais, além de promotores de Justiça. A ação é reforçada por equipes de outros setores da Polícia Civil de São Paulo e pelas polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal.

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