O investigado é o maquiador e empresário Gustavo Ferreira Ribeiro, de 37 anos, que soma mais de 100 mil seguidores nas redes sociais e ficou conhecido por produzir celebridades como Virginia Fonseca, Andressa Suita, Ana Paula Siebert Justus, Adriane Galisteu e Ingrid Guimarães.
Além da atuação como profissional de beleza, Gustavo era sócio de um salão localizado no Setor Sul, em Goiânia, onde os supostos desvios teriam ocorrido.

Como o esquema teria funcionado
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás, a ex-sócia do maquiador percebeu inconsistências no caixa do salão a partir de outubro de 2024. Segundo ela, contratos de serviços — principalmente de noivas e produções especiais — eram firmados, mas os valores pagos pelas clientes não apareciam na conta oficial da empresa.
As apurações apontam que o maquiador teria contado com o auxílio de uma funcionária para operacionalizar os desvios. Quando clientes estranhavam a mudança da chave Pix utilizada para pagamento, eram orientadas a efetuar a transferência para um novo endereço bancário, vinculado à conta pessoal do investigado.
Conversas e depoimentos reforçam suspeita
Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Martins, interceptações e depoimentos colhidos durante o inquérito indicam que o maquiador tinha ciência das irregularidades.
Em uma das conversas analisadas, uma cliente questiona a alteração da chave Pix. A funcionária, então, comunica o maquiador, que orienta que o pagamento seja feito para a nova conta.
Em depoimento, a ex-funcionária confirmou que recebia ordens diretas para fornecer chaves Pix pessoais do maquiador, em vez da conta societária do salão, onde os lucros deveriam ser divididos igualmente entre os sócios.
Defesa do investigado e versão apresentada à polícia
Durante o depoimento à polícia, Gustavo Ferreira Ribeiro admitiu ter recebido valores em sua conta pessoal. No entanto, alegou que os montantes seriam referentes a valores que a ex-sócia não teria repassado a ele, relacionados a outro salão.
Para a autoridade policial, essa justificativa pode caracterizar o crime de exercício arbitrário das próprias razões, quando alguém tenta fazer justiça com as próprias mãos, à margem da legalidade.
O esquema, segundo a polícia, teria ocorrido até agosto do ano passado, pouco antes da inauguração de um novo salão pelo maquiador na capital goiana.
Operação Beleza Sem Filtro
As investigações fazem parte da Operação Beleza Sem Filtro, deflagrada para apurar e combater o possível crime de apropriação indébita.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no novo salão do maquiador, em sua residência, na casa da ex-funcionária suspeita de envolvimento e em um endereço antigo ligado ao caso. Durante a ação, aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e encaminhados para perícia técnica.
Segundo a polícia, os materiais são fundamentais para esclarecer a dinâmica das transações financeiras suspeitas.
Investigação segue em andamento
Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil informou que as análises periciais devem ajudar a definir se o caso se enquadra como crime de apropriação indébita, exercício arbitrário das próprias razões ou se se trata apenas de um conflito civil decorrente da dissolução da sociedade empresarial.
“Com a operação, queremos entender qual crime de fato ocorreu. Os desvios financeiros já estão comprovados, mas a tipificação ainda será definida”, destacou o delegado responsável.
O que diz o maquiador
Procurado pela reportagem, Gustavo Ferreira Ribeiro não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento.
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