Um caso de violência infantil extrema chocou autoridades e profissionais de saúde após um bebê de apenas 10 meses de idade dar entrada em um hospital com centenas de perfurações pelo corpo. Durante os exames, médicos descobriram que um fragmento de agulha estava alojado na coluna cervical da criança, exigindo uma cirurgia delicada e de alto risco.
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A criança foi levada para atendimento médico apresentando febre alta e convulsões. Ao examinar o corpo do bebê, a equipe constatou marcas de agulhas espalhadas por diversas regiões, como cabeça, tronco, braços e pernas. Algumas lesões eram recentes, enquanto outras já apresentavam sinais de cicatrização, indicando que os ferimentos ocorreram de forma repetida ao longo do tempo.
Exames de imagem revelaram que uma das agulhas utilizadas acabou se quebrando e ficando presa na região cervical da coluna, próxima a áreas sensíveis e vitais. Diante da gravidade, os médicos realizaram uma intervenção cirúrgica complexa para retirar o objeto metálico, procedimento considerado essencial para evitar danos neurológicos permanentes e salvar a vida do bebê.
Durante a investigação, foi apurado que a própria mãe teria causado os ferimentos, utilizando a agulha como uma forma de punição sempre que a criança chorava ou apresentava sinais de desconforto. O método, repetido inúmeras vezes, resultou em mais de 600 perfurações, configurando um quadro severo de maus-tratos e tortura infantil.
Após a cirurgia, o bebê permaneceu internado sob observação e, depois de estabilizado, recebeu alta médica. Atualmente, ele está sob os cuidados do pai e segue em acompanhamento médico contínuo, incluindo avaliações neurológicas para monitorar possíveis sequelas.
A mãe foi presa pelas autoridades locais e responderá por crimes relacionados a abuso e violência contra menor.
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