O desaparecimento das crianças em Bacabal, no Maranhão, ainda desafia a polícia e mantém a população em choque. O mistério começou no dia 4 de janeiro, envolvendo Anderson Kauã (8 anos), Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos). Embora as equipes de busca tenham localizado Kauã três dias após o sumiço, o destino de seus dois primos continua uma incógnita. Diante desse cenário, Clarice Cardoso, mãe das crianças de Bacabal e tia de Kauã, trouxe a público revelações inquietantes sobre o que o menino contou e as lacunas em sua memória.
- Após 39 dias sem os filhos, mãe de crianças desaparecidas em Bacabal desabafa nas redes
O desafio de entender Anderson Kauã
A princípio, Clarice explicou ao repórter Lenildo Frazão que extrair informações de Kauã é uma tarefa hercúlea, pois o menino é autista. Por esse motivo, ela conduz as conversas com extrema cautela, aproveitando momentos de descontração para não pressioná-lo.
Apesar desse cuidado, o relato apresenta contradições. Em um diálogo, Kauã confirmou que os três entraram na mata sozinhos. No entanto, a narrativa trava bruscamente quando o assunto avança para o que ocorreu no interior da floresta. De acordo com o repórter, Clarice relatou que o menino simplesmente não consegue descrever para onde foram ou como ficaram após entrarem na mata.
Crianças desaparecidas em Bacabal – Foto: Reprodução
A pista da moto e a hipótese de um terceiro envolvido
Além do silêncio sobre a mata, um ponto crítico surgiu quando Kauã comentou com outra criança da região que teria andado na garupa de uma moto com um homem. Essa informação tem o potencial de mudar o rumo das investigações, sugerindo um possível sequestro em vez de um acidente.
Contudo, o mistério aumentou quando a mãe das crianças de Bacabal o questionou diretamente sobre o episódio. Nesse momento, o menino recuou e afirmou novamente que não se lembrava de nada. Essa instabilidade nos detalhes dificulta o trabalho da polícia, que ainda não obteve um depoimento linear do sobrevivente.
Suspeitas de dopagem e manipulação da cena
Paralelamente a essas dúvidas, a família recusa a ideia de que o encontro do menino foi uma coincidência. Dona Francisca, avó das crianças, chegou a revelar que Kauã retornou “muito transformado” e “aéreo”. Para ela, esses sinais sugerem que alguém pode ter submetido o neto ao uso de alguma substância química.
Para reforçar essa tese, a avó aponta irregularidades no local onde encontraram o neto:
“Eu creio que colocaram o Kauã ali. As roupas e a sandália estavam juntas e organizadas. Não faz sentido. Se ele tivesse andado nu pela mata fechada, teria o corpo cheio de arranhões, mas ele voltou sem nenhuma marca”, desabafou.
A família trabalha com a hipótese de que alguém, possivelmente envolvido nas buscas ou no próprio sumiço, “plantou” o menino e suas roupas no local para desviar a atenção das autoridades. Enquanto isso, as buscas por Ágatha e Allan Michael seguem sem pistas concretas.
Leia mais em BacciNotícias
- Exclusivo: veja novas imagens das buscas por crianças desaparecidas em Bacabal
- Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal revela suspeito pelo sumiço dos filhos
- Caso Bacabal: mãe de crianças desaparecidas desabafa após reviravolta
O post Mãe dos irmãos desaparecidos de Bacabal faz revelação sobre criança encontrada apareceu primeiro em Bacci Noticias.
