A morte de mais uma jovem vítima de feminicídio em São Paulo reacendeu a dor de uma família que já enfrenta uma das histórias mais brutais dos últimos meses. Lúcia Aparecida Souza da Silva, mãe de Tainara Souza Santos, publicou um longo e emocionado desabafo nas redes sociais após saber do assassinato de Priscila Verson, amiga próxima de sua filha.
Na mensagem, Lúcia afirma que fala não apenas como mãe enlutada, mas em nome de todas as mulheres e mães que perderam filhas vítimas de feminicídio. Ela relembra a forma cruel como Tainara foi morta, ao ser atropelada e arrastada por um carro na Marginal Tietê, e diz que revive a mesma dor ao ver outra jovem, conhecida da família, ter o mesmo destino de violência.
Mãe de Tainara faz desabafo nas redes após amiga ser vítima de feminicídio
No texto publicado, a mãe relata detalhes do sofrimento vivido por Tainara antes da morte, mencionando as graves lesões causadas pelo atropelamento, como a amputação das duas pernas, fraturas e ferimentos extensos. Segundo ela, a exposição dessa dor tem um objetivo: fazer com que autoridades compreendam a urgência de mudanças nas leis e no tratamento dado aos crimes de feminicídio.
“Fica a pergunta: o que falta para vocês que têm o poder no Senado e no plenário entenderem que precisamos mudar essa lei para penas mais severas?”, questiona Lúcia, ao cobrar que agressores não tenham benefícios como saídas temporárias ou progressão de pena. Ela afirma que mães seguem vivendo com a dor insuportável da perda, enquanto os responsáveis, muitas vezes, continuam tendo direitos garantidos.
Morte de Priscila
Priscila Verson, de 22 anos, foi morta nesta segunda-feira (23), no Parque Novo Mundo, na zona norte da capital paulista. Ela deu entrada já sem vida no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, com escoriações e hematomas pelo corpo. O companheiro da vítima, de 36 anos, foi preso dentro da unidade hospitalar e teve o carro apreendido. No veículo, a polícia encontrou um galão de gasolina e vestígios de sangue. O caso foi registrado como feminicídio no 73º Distrito Policial, do Jaçanã.
No desabafo, Lúcia também lembra que Priscila deixou filhos, assim como Tainara, reforçando o impacto permanente que esses crimes causam em famílias inteiras. Ela pede que a morte da filha e da amiga não seja em vão e que sirva de alerta para a sociedade e para o poder público.
“Chega. Basta de tanta dor em nossos corações”, escreveu. Para a mãe, enquanto algumas mulheres sobrevivem e carregam marcas físicas e emocionais, muitas outras não têm a mesma chance. O apelo final é por justiça, por mudanças efetivas e para que as vozes das mães enlutadas sejam, enfim, ouvidas.
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