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Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal revela suspeita à polícia

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Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal revela suspeita à polícia

A mãe das duas crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, decidiu falar publicamente após semanas de angústia e buscas. Em entrevista ao canal de Paulo de Mathias, Clarice Cardoso relatou suas suspeitas sobre o sumiço dos filhos, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, e afirmou que acredita que as crianças possam ter sido levadas por alguém.

Segundo Clarice, desde o início ela não acreditou que os filhos teriam simplesmente se perdido na mata da região. “Eu fui nas buscas, foi meu esposo (padrasto das crianças), minha mãe, meu pai também foram, mas quando eu fui, eu senti que meus filhos não estavam lá. Meu coração de mãe fala que levaram meus filhos”, disse.

Clarice também levantou a hipótese de que o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, possa ter sido levado por engano. Isso porque ela tem outro filho da mesma idade e com características físicas semelhantes às do menino. Na avaliação dela, a pessoa ou pessoas envolvidas poderiam ter a intenção de levar seus três filhos, mas teriam se confundido.

Impacto na família

Anderson Kauã foi encontrado dias depois do desaparecimento, em uma estrada dentro da região de mata, o que reforçou as dúvidas da família sobre o que realmente aconteceu. Já Ágatha e Allan seguem desaparecidos, e as buscas continuam.

O caso tem afetado profundamente a rotina da família. De acordo com Clarice, o filho mais velho tem demonstrado mudanças de comportamento. “Meu filho mais velho tá só dentro de casa, não sente vontade de sair pra lugar nenhum. Sai só quando tem alguma atividade, mas depois já volta pra dentro de casa. Já achei que poderiam ter levado o Kauã por engano porque queriam levar meu filho mais velho”, relatou Clarice.

Mãe afirma ter repassado suspeita à Polícia Civil

A mãe das duas crianças desaparecidas afirmou que possui uma suspeita sobre quem pode estar envolvido no sumiço dos filhos. “Eu desconfio sim de alguém, mas isso eu passei diretamente para os delegados”, disse ela. Clarice Cardoso ressaltou que apesar de ter um suspeito, não acredita que alguém do quil0mbo no qual moram possa ter feito algo contra seus filhos. “Eu não consigo imaginar se tem de dentro da comunidade porque nós somos todos família, se tem, eu não imagino quem seria essa pessoa. Até porque seria uma traição contra o quil0mbo”, afirmou.

Segundo ela, a linha de investigação considera a possibilidade de participação de terceiros, mas a família evita acusações públicas sem provas. Clarice destacou que está colaborando com as autoridades e espera que as apurações avancem a partir das informações fornecidas.

Apesar de admitir que tem uma pessoa sob suspeita, Clarice disse não acreditar que o responsável seja alguém do quilombo onde a família vive. “Eu não consigo imaginar se tem de dentro da comunidade porque nós somos todos família, se tem, eu não imagino quem seria essa pessoa. Até porque seria uma traição contra o quil0mbo”, disse.

Mãe relembra dia do desaparecimento das crianças

A mãe  também detalhou como foram os momentos que antecederam o sumiço dos filhos, ocorrido em 4 de janeiro. Naquele dia, segundo ela, não estava em casa, pois havia saído com o marido para resolver compromissos fora.

Clarice relatou que os dois passaram por um banco e depois seguiram até a rodoviária, onde o esposo compraria uma passagem para viajar a trabalho. As crianças tinham ficado sob os cuidados da avó materna.

Ela conta que tudo mudou quando decidiu acessar a internet no local onde estavam. Ao se conectar, percebeu várias chamadas da mãe e de outros familiares. Ao retornar o contato, recebeu a notícia de que as crianças haviam desaparecido e já estavam sendo procuradas nas casas da vizinhança.

Diante da situação, o casal interrompeu os planos, deixou o local imediatamente e retornou para a zona rural onde a família mora. Quando chegaram, moradores já participavam das buscas. Clarice afirma que procurou ajuda das autoridades assim que possível, registrando o caso e acionando o Corpo de Bombeiros, que iniciou o apoio nas buscas.

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