O clima fora das quatro linhas tomou conta do noticiário envolvendo o Vasco da Gama do Acre às vésperas do confronto mais relevante do primeiro trimestre. A equipe enfrenta uma séria crise institucional após quatro jogadores passarem a ser investigados por suspeita de estupro coletivo contra duas mulheres.

Tribunal de Justiça do Acre/Foto: Reprodução
A decisão judicial determinou medidas cautelares com base na possibilidade de fuga dos investigados e na necessidade de preservar o andamento do inquérito, que corre sob sigilo. Um dos atletas, atacante do time, foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia realizada na Vara Estadual das Garantias. Os outros três tiveram prisão temporária decretada pelo prazo de 30 dias e estão sendo procurados pelas autoridades policiais.
Na fundamentação, o magistrado ressaltou a importância de individualizar a conduta de cada suspeito, ou seja, apurar de forma específica a participação de cada um nos fatos. Também foi destacada a necessidade de reconhecimento formal por parte das vítimas.
Conforme consta na decisão, uma das mulheres estaria em situação de vulnerabilidade, sob efeito de álcool, no momento em que teria ocorrido o abuso. A outra relatou ter sido violentada de forma sucessiva por vários homens. Para o juiz, a versão apresentada pela defesa, de que as relações teriam sido consentidas, diverge dos indícios apontados, como abalo emocional e lesões descritas nos autos. O caso é tratado como crime hediondo pela legislação brasileira.
A defesa dos investigados informou que pretende recorrer da decisão, buscando a revogação das prisões para que os jogadores possam responder ao processo em liberdade.
