O roubo de joias avaliado em US$ 102 milhões no Museu do Louvre, em Paris, chamou atenção no ano passado não apenas pelo valor impressionante, mas também pela ousadia da ação. Disfarçados de operários, os criminosos entraram em plena luz do dia, usaram um elevador mecânico para acessar uma galeria no segundo andar e fugiram em patinetes elétricos.
O caso, que expôs fragilidades no sistema de segurança do museu, agora também surge como referência para um lançamento curioso no universo dos games. Produzido antes mesmo de toda a polêmica, o jogo Relooted promete uma experiência imersiva centrada na ideia de recuperar obras africanas mantidas em museus.
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Museu do Louvre, na França
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A polícia faz guarda do lado de fora do Museu do Louvre em 19 de outubro de 2025, em Paris, França.
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Louvre
Melhores Destinos/ Reprodução
Lançado recentemente para PC e Xbox, o jogo é em estilo puzzle-platformer, com câmera lateral, que acompanha um grupo de ladrões com uma missão incomum: recuperar objetos africanos que estariam em museus ocidentais após terem sido roubados de seus países de origem.
A narrativa coloca os jogadores em roubos planejados, com direito a sensores de movimento, alarmes e portas de segurança, em uma estrutura inspirada em filmes como Onze Homens e um Segredo.
Em entrevista ao The New York Times, a diretora narrativa do game, Mohale Mashigo, brincou sobre o contraste entre o que o jogo mostra e o que ocorreu no Louvre. Segundo ela, o acontecimento real foi frustrante para quem trabalha construindo tramas de assalto.
“A gente faz os museus parecerem ter segurança de alta tecnologia, quando aparentemente tudo o que precisa é de uma escada”, disse, em referência ao elevador mecânico usado pelos criminosos para acessar uma das galerias.
Já sobre a temática envolvendo o roubo de obras africanas em museus, o diretor criativo do projeto, Ben Myres, destacou que a ideia não é tentar convencer o público sobre o que deve ser feito em relação aos artefatos, mas sim provocar reflexão sobre o tema da repatriação.
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“A gente não está realmente interessado em convencer quem joga sobre o que deveria acontecer com esses artefatos”, explicou. Segundo ele, o objetivo é permitir que cada jogador tire suas próprias conclusões. “A gente quer deixar as pessoas decidirem se essas coisas, que são profundamente espirituais, deveriam voltar para casa.”

