Sena Madureira teve oficialmente reconhecida a situação de emergência em decorrência das inundações registradas nas últimas semanas. A medida, publicada nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial da União, amplia a capacidade de resposta do município diante dos impactos causados pela cheia e abre caminho para a solicitação de apoio financeiro e logístico junto ao governo federal.

A partir da publicação da portaria, a administração municipal fica autorizada a executar ações imediatas | Foto: Figueroa Xavier
O reconhecimento ocorre após a formalização do decreto municipal que detalhou os danos provocados pelo transbordamento dos rios, incluindo prejuízos à infraestrutura urbana, áreas residenciais e serviços públicos. Com a validação do governo federal, o município passa a integrar o sistema nacional de proteção e defesa civil em nível emergencial.
A partir da publicação da portaria, a administração municipal fica autorizada a executar ações imediatas, como o atendimento às famílias afetadas, fornecimento de itens básicos, recuperação de vias danificadas e limpeza de áreas atingidas pelas águas. O procedimento também reduz prazos e burocracias para o acesso a recursos extraordinários destinados a situações de desastre.
A classificação do evento como inundação confirma a gravidade do cenário enfrentado pelo município e reconhece oficialmente os impactos causados pelo excesso de chuvas e elevação do nível dos rios. O enquadramento técnico é baseado em relatórios e levantamentos realizados no período crítico da cheia.
Mesmo com a redução gradual do nível das águas, os reflexos da enchente ainda são sentidos em diversos bairros, principalmente nas regiões mais próximas às margens dos rios e igarapés. O reconhecimento da emergência fortalece a atuação dos órgãos locais e estaduais no planejamento das ações de recuperação e prevenção.
A medida também reforça a importância da integração entre município, estado e União na resposta a eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes na região amazônica. Enquanto isso, equipes seguem monitorando as áreas de risco e orientando a população sobre cuidados durante o período pós-enchente.