Durante entrevista ao Geral Podcast, apresentado por Rodrigo Mandarini, e transmitido ao vivo na última sexta-feira (06), o ex-goleiro Bruno revelou que quase foi contratado para jogar no Vasco, um dos mais tradicionais clubes do Rio de Janeiro, mesmo depois de ter cumprido quatro anos de cadeia.
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O ex-atleta foi detido pela primeira vez em 2010, meses após o assassinato da ex-companheira, Eliza Samudio. Ele deixou a cadeia em 2017, quando foi contratado para jogar no Boa Esporte, de Minas Gerais, com um plano de se reintegrar ao futebol profissional aos poucos, após a carreira manchada pelo crime.
“A minha ida lá pro Boa Esporte, sabe quem estava por trás da contratação? Eu ia pro Vasco, porque eles tinham o interesse, me colocaram no Boa Esporte pra ficar quatro, cinco meses, pra depois me puxar”, revelou o ex-goleiro durante a entrevista.
Goleiro quase foi jogar no Vasco
Bruno chegou a jogar cinco partidas pelo clube de Ituiutaba (MG), mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) mudou os planos do ex-jogador. Mesmo condenado a 22 anos e três meses de prisão, ele foi solto no dia 21 de fevereiro de 2017, para aguardar a confirmação em segunda instância.
Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e que foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Rosa Weber, Bruno foi ordenado a retornar ao cárcere, anulando a determinação do ministro Marco Aurélio.
“Não rolou [ir para o Vasco] porque o Alexandre de Moraes vetou comigo e eu fiquei mais dois anos [na prisão], perdi a oportunidade, mas quem me abraçou foi o Boa Esporte na época, até tomaram muita pedrada. A oportunidade que me apareceu na época foi essa. Eu voltaria pro Rio de Janeiro jogando pelo Vasco”, contou.
Bruno retornou à prisão
Com a decisão do STF, o ex-goleiro foi detido novamente, permanecendo em regime fechado até 2019, quando conseguiu progressão para o regime semiaberto domiciliar, deixando o presídio para cumprir o restante da pena em casa com regras de horário e trabalho.
Atualmente jogando no futebol amador, Bruno revelou não se ofender com as críticas que recebe durante os jogos. “Quando a pessoa sofre muito, toma várias pedradas e tal, você já não sente mais aquela dor não, cara, você fica calejado, então a única forma de sair do buraco é ir pra cima, enfrentar de frente o problema. Até hoje, no futebol amador, você acha que as pessoas me abalam psicologicamente? Elas me colocam no jogo. Eu ouço muita besteira.”
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