A freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, encontrada morta no convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná, também sofreu violência sexual antes de morrer, conforme apontou a Polícia Civil do Paraná.
Segundo o laudo pericial, a causa da morte foi asfixia, mas os exames confirmaram ainda a ocorrência de abuso sexual, evidenciado pelas lesões identificadas no corpo da religiosa. A investigação foi finalizada nesta sexta-feira (27) e o inquérito encaminhado ao Ministério Público do Paraná para as providências cabíveis. A identidade do suspeito não foi revelada pelas autoridades.
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O investigado foi formalmente acusado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência à prisão e violação de domicílio qualificada. O caso gerou forte comoção na cidade de Ivaí e na comunidade religiosa. “As provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes”, disse o delegado Hugo Santos Fonseca.
Suspeito pulou o moro
O crime ocorreu por volta das 13h30 de sábado (21), depois que o suspeito teria invadido o convento ao escalar o muro da instituição religiosa. Conforme apurado pela Polícia Civil, a freira abordou o homem para saber o motivo de sua presença no local.
Ele alegou que estaria ali para prestar serviço, mas, diante da desconfiança demonstrada pela vítima, a empurrou. Em interrogatório, o investigado declarou que, após a agressão inicial, imobilizou a religiosa ao perceber que ela gritava por ajuda.
Suspeito diz ter ouvido vozes
Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou que havia consumido drogas e bebidas alcoólicas durante a madrugada e que teria escutado vozes ordenando que matasse alguém. Apesar de admitir parte das agressões, declarou ter agido sob influência dessas supostas vozes.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, embora o investigado tenha confessado envolvimento nos ataques, a perícia técnica descartou qualquer versão que buscasse atenuar ou descaracterizar a violência sexual praticada. Os laudos reforçaram a gravidade dos crimes e a dinâmica apurada no local.
O homem também relatou que entrou no convento com a intenção de matar, negando, no entanto, que tivesse o objetivo de furtar objetos da instituição. Segundo seu próprio relato, ele deixou o local após perceber que a vítima estava inconsciente.
Após o crime, o suspeito foi encontrado em sua residência. Ao notar a presença da polícia, tentou escapar e entrou em confronto com os agentes, sendo contido em seguida. Durante a abordagem, acabou confessando a autoria dos fatos.
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