Foi pular o Carnaval e teve o celular furtado? Saiba o que fazer para reduzir prejuízos

Em meio à folia do Carnaval, uma das maiores preocupações dos foliões vai além dos blocos e shows: a segurança do celular. O período costuma registrar aumento de furtos em meio a grandes aglomerações, o que pode gerar prejuízos financeiros e exposição de dados pessoais. Especialistas apontam que medidas simples de prevenção e o uso de ferramentas digitais podem reduzir danos e até facilitar a recuperação dos aparelhos.

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Entre as recomendações estão o cadastro em plataformas oficiais de bloqueio, a anotação do número IMEI e a adoção de camadas extras de proteção digital antes mesmo de sair de casa.

Aplicativos oficiais ajudam no bloqueio

O Celular Seguro BR é um aplicativo criado pelo Ministério da Justiça em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações, instituições financeiras e operadoras de telefonia. Após o cadastro integrado ao Gov.br, o usuário pode solicitar o bloqueio remoto do aparelho em caso de furto ou roubo.

Alguns estados também possuem sistemas próprios. No Ceará, por exemplo, a plataforma Meu Celular auxilia as forças de segurança na recuperação de dispositivos. Segundo o delegado René Andrade, responsável pelo programa, mais de 12 mil aparelhos já foram devolvidos aos proprietários.

O sistema também pode ser utilizado por turistas. O cadastro é vinculado ao CPF do proprietário e ao IMEI do aparelho, permitindo que turistas acionem alertas e recebam suporte mesmo após retornarem ao estado de origem.

Carnaval de Salvador (Foto: Reprodução)

Comportamento faz diferença na prevenção

De acordo com o delegado, a forma como o folião utiliza o aparelho em ambientes lotados é decisiva para evitar furtos.

“Para garantir uma folia segura, a orientação principal é adotar uma postura de baixa exposição em ambientes de multidão, utilizando o aparelho apenas em locais seguros”, afirma René Andrade.

Ele destaca que acessórios como doleiras, braçadeiras esportivas e cordões de segurança dificultam a ação de criminosos, especialmente no momento de tirar fotos ou gravar vídeos. Manter o celular em bolsos traseiros ou compartimentos externos também aumenta o risco.

IMEI é essencial em caso de crime

Outra recomendação é guardar o número IMEI do aparelho, código que funciona como identificação única do dispositivo.

“Guardar a caixa original ou anotar o IMEI em local seguro faz toda a diferença, porque esse número é essencial para a comunicação com a polícia e para a recuperação do aparelho”, explica o delegado.

Sem esse dado, a vítima pode enfrentar dificuldades para registrar alertas em sistemas de rastreamento e comprovar a posse do equipamento.

Proteção digital reduz prejuízos

A segurança não envolve apenas o aparelho físico, mas também os dados armazenados. Segundo René Andrade, configurar bloqueio de tela com biometria ou senha forte, ativar PIN do chip e ocultar notificações são medidas importantes.

“Tudo começa na prevenção. Camadas de proteção digital tornam o acesso ao aparelho praticamente impossível para terceiros”, afirma.

O delegado também recomenda ativar verificação em duas etapas em aplicativos e reduzir limites de movimentação bancária para evitar perdas financeiras.

O que fazer se o celular for furtado

Caso o furto aconteça, a orientação é priorizar a segurança pessoal e acionar imediatamente a polícia. Se houver rastreamento ativo, a localização deve ser informada às autoridades.

Também é indicado acessar a conta vinculada ao aparelho para realizar bloqueio ou limpeza remota de dados, comunicar bancos, alterar senhas de redes sociais e registrar boletim de ocorrência.

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