Fiocruz divulga boletim e reforça cuidados no Carnaval diante da SRAG no Acre

No Acre, o documento aponta que o avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) segue fortemente associado à circulação do vírus influenza A.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tornou público, na última quinta-feira (5), mais uma edição do Boletim InfoGripe, trazendo recomendações importantes de prevenção para o período do Carnaval. No Acre, o documento aponta que o avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) segue fortemente associado à circulação do vírus influenza A.

A avaliação leva em consideração os dados da Semana Epidemiológica 4, correspondente ao período de 25 a 31 de janeiro/Foto: Reprodução

Entre as 27 unidades da federação, apenas quatro estados apresentam atualmente níveis de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, acompanhados de tendência de crescimento a longo prazo: Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia. No território acreano, a influenza A tem provocado maior impacto entre jovens, adultos e idosos, enquanto o vírus sincicial respiratório (VSR) permanece como o principal agente entre crianças.

A avaliação leva em consideração os dados da Semana Epidemiológica 4, correspondente ao período de 25 a 31 de janeiro, e reforça a necessidade de atenção redobrada durante as festividades carnavalescas. Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, integrante da equipe do InfoGripe, pessoas que apresentem sintomas gripais ou de resfriado devem, sempre que possível, evitar aglomerações e permanecer em casa para recuperação.

Para aqueles que optarem por participar das comemorações mesmo apresentando sintomas, a especialista recomenda medidas de proteção, como o uso de máscara e a permanência em ambientes bem ventilados, reduzindo assim o risco de disseminação dos vírus respiratórios.

Diante do aumento expressivo de casos de influenza A na Região Norte, Tatiana Portella reforça ainda a importância da vacinação, especialmente entre os grupos prioritários, como idosos, povos indígenas, pessoas com doenças preexistentes e profissionais da saúde, ressaltando que a imunização é uma das principais estratégias para conter o avanço da doença.