O Acre enfrenta um cenário de alerta com nove municípios oficialmente em situação de emergência devido às cheias dos principais rios que cortam o estado. Entre as localidades mais afetadas estão Sena Madureira, Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Brasiléia. De acordo com a Defesa Civil, os quadros mais preocupantes se concentram em Sena Madureira e na capital acreana, onde o número de pessoas impactadas continua elevado.

Mesmo com a indicação de recuo das águas em alguns trechos, a situação segue sob vigilância constante: Foto/Reprodução
Em Sena Madureira, a cheia provocou uma situação considerada crítica. Informações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros apontam que mais de 800 moradores precisaram deixar suas residências, tornando-se desabrigados e buscando acolhimento em locais seguros disponibilizados pelo poder público.
Na capital, Rio Branco, os efeitos da enchente do Rio Acre atingem diretamente e indiretamente mais de 12 mil pessoas, segundo dados da Defesa Civil Municipal. Desse total, aproximadamente sete mil vivem na área urbana, enquanto outras cinco mil residem na zona rural. O nível de transbordamento do rio é de 14 metros, marca a partir da qual a água passa a invadir bairros próximos à margem.
Em Cruzeiro do Sul, apesar da elevação do nível do rio, não há registro de famílias desalojadas ou desabrigadas até o momento. Ainda assim, os reflexos da cheia são significativos: cerca de 1.650 famílias, o equivalente a aproximadamente seis mil pessoas, sofrem com prejuízos e limitações causadas pela inundação.
Mesmo com a indicação de recuo das águas em alguns trechos, a situação segue sob vigilância constante. As autoridades mantêm o estado de alerta nos municípios atingidos, monitorando os níveis dos rios e avaliando a necessidade de novas ações para minimizar os impactos à população.
