O empresário brasileiro Maximiliano Fernandes, de 40 anos, foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no dia 28 de janeiro, na cidade de Stow, no estado de Massachusetts. Natural de Porto Alegre (RS), ele é proprietário do restaurante Stow Cafe, além de ser casado e pai de quatro filhas.
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A informação foi divulgada pelo senador democrata Jamie Eldridge, que afirmou prestar apoio à família do empresário ao lado da deputada estadual Kate Hogan. Segundo o parlamentar, o caso tem mobilizado a comunidade local.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Fernandes teria permanecido no país com o visto vencido. O documento seria da categoria B2, destinado a visitantes em viagens temporárias.
O empresário foi preso por agentes do ICE ao chegar ao estabelecimento comercial, por volta das 7h15. A polícia local informou que tinha conhecimento da prisão, mas afirmou não ter participado da operação nem ter sido avisada previamente sobre a ação.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Antecedentes e repercussão do caso
Autoridades americanas afirmam que o brasileiro possui antecedentes criminais relacionados a acusações como atentado ao pudor, agressão contra criança, agressão e sequestro. Informações divulgadas pela polícia local indicam que um dos casos citados, relacionado a uma acusação de agressão sexual registrada em 2024, teria sido resolvido judicialmente recentemente.
A esposa do empresário informou à imprensa local que contratou um advogado após ser comunicada sobre a prisão. A defesa de Fernandes não foi localizada até o momento.
Segundo relatos anteriores, o brasileiro vive nos Estados Unidos desde 2005. Ele começou trabalhando em restaurantes e, em 2011, abriu o Stow Cafe ao lado de um sócio, estabelecimento voltado ao serviço de café da manhã e almoço.
O caso ocorre em meio a mudanças nas políticas migratórias dos Estados Unidos. Um memorando do Departamento de Segurança Interna, divulgado recentemente, ampliou a possibilidade de agentes do ICE realizarem detenções sem mandado judicial em determinadas situações, o que tem gerado debates sobre fiscalização migratória no país.
Até o momento, o Itamaraty não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
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