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Dono de academia teria apagado mensagens sobre produtos químicos em piscina

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Dono de academia teria apagado mensagens sobre produtos químicos em piscina

A Polícia Civil apura se o proprietário da academia onde a professora Juliana Bassetto faleceu, após participar de uma aula de natação, teria excluído mensagens de WhatsApp trocadas com o responsável pela manutenção da piscina. A análise dessas conversas pode ajudar a esclarecer como era feita a orientação sobre o uso de produtos químicos no local.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, há indícios de que o funcionário encarregado da limpeza e tratamento da água recebia instruções diretas dos donos do estabelecimento, apesar de não possuir formação técnica específica para lidar com substâncias químicas.

A morte ocorreu no sábado (7), em uma academia Academia C4 Gym, localizada na Zona Leste de São Paulo. Investigadores trabalham com a hipótese de que o manuseio inadequado de produtos para tratamento da piscina, aliado a um ambiente fechado e com ventilação limitada, possa ter causado a liberação de gases tóxicos. O inquérito segue em andamento para determinar responsabilidades.

Mensagens apagadas

Segundo a investigação, o funcionário responsável pela manutenção da piscina realizava os procedimentos conforme orientações repassadas remotamente pelos proprietários da academia. A polícia apura se essas instruções incluíam o preparo e a aplicação de produtos químicos utilizados no tratamento da água.

“Ele [Severino] recebia uma orientação via WhatsApp. Ele mandava mensagem, fazia medição da piscina, e um dos sócios da empresa fazia as orientações, dizia ‘Olha, põe a porção tal de cloro’. Tudo a distância, sem nenhum contato presencial. O Severino não tem nenhuma qualificação pra prestar os serviços, ele mesmo declara que não é habilitado, não fez curso de piscineiro, disse Alexandre Bento.

Conforme apuração policial, há suspeita de que o dono do estabelecimento tenha removido parte das mensagens trocadas com o funcionário responsável pela piscina, possivelmente para evitar a vinculação direta às orientações sobre o uso de produtos químicos.

Funcionário da academia presta depoimento

O funcionário responsável pela manutenção da piscina da academia foi ouvido pela Polícia Civil nesta terça-feira (10). Ele compareceu à delegacia acompanhado de advogada e afirmou que apenas seguia determinações dos proprietários do estabelecimento.

Durante o depoimento, o colaborador relatou que, no passado, um técnico especializado chegou a realizar ajustes na qualidade da água e ofereceu acompanhamento contínuo, mas a proposta não teria sido aceita pelos donos, que preferiram manter o serviço sob responsabilidade interna.

A defesa sustenta que o funcionário não tinha autonomia para decidir sobre os procedimentos e atuava conforme orientações recebidas. Imagens de segurança analisadas pela polícia mostram o homem manuseando substâncias químicas no dia do incidente. Segundo o próprio relato, os produtos eram deixados preparados na borda da piscina para uso posterior.

Para os investigadores, essa dinâmica pode indicar que outras pessoas também tinham acesso às substâncias ao longo do dia. O inquérito continua para esclarecer a cadeia de responsabilidades e as circunstâncias do ocorrido.

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