O cenário político dentro do Partido Liberal (PL) sofreu um abalo inesperado neste fim de semana. Recém-filiada à sigla, a deputada federal Magda Mofatto (GO) decidiu ignorar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República para declarar apoio público a Ronaldo Caiado (PSD). O movimento evidencia uma divisão interna na legenda comandada por Valdemar Costa Neto.
A declaração ocorreu no último sábado (7/2), durante um evento oficial no Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. Em discurso entusiasmado, Mofatto dirigiu-se ao governador goiano afirmando que ele possui a capacidade de transformar o Brasil da mesma forma que transformou o estado de Goiás. “É hoje, Brasil, pois nós temos presidente da República”, sentenciou a parlamentar.
Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado; Flickr/Governo de Goiás
Retorno ao PL e distanciamento de Flávio Bolsonaro
O posicionamento de Magda Mofatto chama a atenção por ocorrer poucas semanas após seu retorno ao PL. Em janeiro, a deputada havia anunciado sua saída do PRD para voltar à sigla liberal, reforçando seu compromisso com os valores da direita, da liberdade e do agronegócio.
No entanto, ao declarar apoio a Caiado, ela se distancia estrategicamente do palanque de Flávio Bolsonaro, que é o nome indicado pelo PL para encabeçar a corrida eleitoral deste ano. A atitude sinaliza que, embora esteja na sigla dos Bolsonaro, a parlamentar goiana possui prioridades regionais e alianças que ultrapassam as diretrizes do diretório nacional.
A disputa interna no PSD e a força de Caiado
Ronaldo Caiado, que se filiou recentemente ao PSD de Gilberto Kassab, busca consolidar seu nome como o representante da direita e do setor produtivo na disputa pelo Palácio do Planalto. Ele enfrenta uma concorrência interna no partido com figuras como Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS).
O apoio de uma deputada influente do PL, como Mofatto, fortalece o palanque de Caiado, mas cria um mal-estar evidente com a ala ligada a Flávio Bolsonaro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O desdobramento dessa “traição” partidária deve ser sentido nas próximas reuniões de cúpula do partido, que tenta manter a unidade para as eleições de 2026.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet
