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Delegado desmente versão da mãe das crianças desaparecidas em Bacabal

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Delegado desmente versão da mãe das crianças desaparecidas em Bacabal

O mistério sobre o paradeiro das crianças desaparecidas em Bacabal (MA) ganhou novos desdobramentos nesta semana. Após 52 dias de buscas intensas, um conflito de versões entre a família e as autoridades policiais trouxe mais incerteza ao caso que comove o Maranhão. Enquanto a mãe das vítimas, Clarice Cardoso, sustenta que os filhos foram levados por terceiros, o delegado responsável pela investigação nega essa hipótese como linha principal.

​A versão da família: indícios de sequestro em Bacabal

​Em entrevista recente ao jornalista Randyson Laércio, Clarice Cardoso revelou o que seriam informações confidenciais passadas por investigadores. Segundo ela, policiais teriam admitido que os irmãos Ágatha Isabelle (6 anos) e Allan Michael (4 anos) nunca estiveram sozinhos na região conhecida como “casa caída” — um casebre abandonado na floresta.

​”Eles me falaram que meus filhos foram levados e que nunca estiveram naquela casa sozinhos”, afirmou Clarice.

​A mãe reforça sua tese com base na distância geográfica: o ponto onde o primo Anderson Kauã (8 anos) foi localizado seria inalcançável para crianças da idade de Ágatha e Allan sem o auxílio de adultos.

​O contraponto da polícia: a gipótese de afogamento

​Apesar do forte relato materno, o delegado do caso de Bacabal desmentiu publicamente que o sequestro seja a tese central. Para a Polícia Civil do Maranhão, a principal linha de investigação continua sendo a de que as crianças se perderam na mata e acabaram sendo vítimas de um afogamento no Rio Mearim.

​Até o momento, a perícia não encontrou vestígios físicos (como peças de roupas ou calçados) que indiquem a presença de outras pessoas ou luta corporal na região da floresta.

​Investigações paralelas e o clima de medo no quilombo

​Fontes extraoficiais revelaram a jornalista de Bacabal, Mary Coymbra, que a polícia pode estar mantendo sigilo sobre três suspeitos para não comprometer o inquérito. Além disso, existe uma possível correlação sendo analisada com uma quadrilha de tráfico de drogas que utiliza o rio como rota de fuga, presa na mesma época do desaparecimento.

​No quilombo onde a família reside, a atmosfera é de silêncio e insegurança. Relatos de moradores apontam que a rotina da comunidade foi destruída pelo medo, e as crianças locais evitam brincar ao ar livre desde o dia 4 de janeiro, data do sumiço dos irmãos.

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