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Defesa de Marcola afirma que líder do PCC é um ‘preso exemplar’

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Defesa de Marcola afirma que líder do PCC é um ‘preso exemplar’

A equipe jurídica responsável pela defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como a principal liderança da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ingressou com um recurso contra a decisão que estendeu sua permanência no Sistema Penitenciário Federal.

O pedido de agravo em execução contesta a recente renovação da custódia por mais 360 dias, sob o argumento de que o detento mantém uma conduta classificada pelos advogados como exemplar dentro da unidade de segurança máxima.

Conforme as informações apuradas pela coluna de Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, os defensores sustentam que o período de quase sete anos sob regime de rigor excepcional não apresenta justificativas fáticas recentes. Marcola está submetido a este sistema desde fevereiro de 2019 e, segundo a nota assinada pelo advogado Bruno Ferullo, não possui registros de faltas disciplinares ou qualquer intercorrência que valide a continuidade da medida extrema.

Questionamento sobre fundamentos jurídicos

A defesa argumenta que as decisões judiciais para manter o sentenciado em unidades federais têm se baseado em conceitos genéricos. De acordo com o recurso, a Justiça utilizaria a alta periculosidade e o histórico de liderança na facção como pilares automáticos para as prorrogações, sem apresentar elementos concretos e atuais que demonstrem a real necessidade da manutenção do isolamento.

Os advogados destacam que a legislação e a jurisprudência dos tribunais superiores definem a permanência no sistema federal como uma medida temporária e excepcional. O texto jurídico reforça que o Judiciário não deve apenas reproduzir fundamentos antigos ou utilizar operações policiais externas, nas quais Marcola não possui envolvimento direto ou investigação formal, para justificar o cárcere de segurança máxima.

O peso do histórico criminal

Apesar da tese de bom comportamento apresentada pela defesa, o histórico do detento continua sendo o principal obstáculo para sua transferência ao sistema comum. Marcola cumpre pena de forma ininterrupta desde julho de 1999. As autoridades de segurança pública frequentemente reiteram que o rigor na custódia é indispensável devido ao perfil de inteligência e influência do preso.

Um dos pontos mais citados pelos órgãos de inteligência para manter a vigilância máxima é o histórico de evasões de Marcola antes de seu último período de reclusão. O líder do PCC já foi detido em outras três ocasiões anteriores e obteve êxito em fugas em todas elas, fator que consolidou a necessidade de um monitoramento rigoroso por parte do Estado para evitar novas tentativas de desestabilização do sistema prisional.

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