Aproximadamente 15 mil moradores de seis municípios do Acre deverão ser contemplados com reforço no sinal de telefonia móvel a partir de uma iniciativa coordenada pelo Ministério das Comunicações e pela Agência Nacional de Telecomunicações.

A expectativa nacional é de que 1,2 milhão de pessoas sejam impactadas e cerca de 500 pequenas localidades passem a contar com conexão: Foto/Ilustrativa
As melhorias alcançarão Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo, Porto Acre, Rio Branco, Rodrigues Alves e Tarauacá. A medida integra as metas previstas no edital da faixa de 700 MHz, lançado em fevereiro com o objetivo de expandir a cobertura móvel e impulsionar a tecnologia 5G em diferentes regiões do país.
O leilão da faixa está programado para abril e deverá priorizar a ampliação do serviço em áreas rurais e localidades remotas, buscando reduzir desigualdades no acesso à internet.
O plano também prevê a cobertura de 471,6 quilômetros atualmente sem sinal ao longo da BR-364, beneficiando trechos que passam por Acrelândia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá. Essas regiões, hoje fora do alcance das operadoras tradicionais, terão atenção especial na nova etapa de concessão.
A expectativa nacional é de que 1,2 milhão de pessoas sejam impactadas e cerca de 500 pequenas localidades passem a contar com conexão. Além de fortalecer o 4G, a utilização da faixa de 700 MHz permitirá ampliar o alcance do 5G, levando sinal de melhor qualidade a áreas ainda desassistidas.
Diferentemente de leilões anteriores, a iniciativa não tem como foco principal a arrecadação de recursos para a União. A maior parte dos valores pagos pelas empresas vencedoras deverá ser revertida em investimentos obrigatórios para ampliar a infraestrutura de cobertura móvel, especialmente onde o serviço é insuficiente.
A disponibilização da faixa tornou-se viável após a consolidação da TV digital, que reorganizou o uso das frequências e abriu espaço para a expansão da banda larga móvel. O edital recebeu aval do Tribunal de Contas da União e está alinhado à estratégia de ampliar a concorrência, acelerar a cobertura e evitar que o espectro fique sem uso caso não haja interessados nas primeiras etapas.
