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Quando pensamos em robôs futuristas, muitos imaginam as cenas de ação do filme Exterminador do Futuro, na qual um esqueleto tecnológico empunha armas e luta artes marciais. A realidade, contudo, apresenta cenário muito diferentes de um apocalipse causado por máquinas.
No estado da Califórnia (EUA), cientistas da Universidade Stanford trabalham em tratamento inusitado para prevenir derrames isquêmicos: mili-bots (robôs em escala milimétrica) que são inseridos nas artérias para desobstruir o vaso.
Apesar de parecer algo fora da realidade, a nova tendência agora é a robótica funcional: construir máquinas que facilitam cada vez mais o nosso dia a dia. Confira mais informações a seguir.
Aliados da saúde e da companhia: a tendência dos robôs funcionais
Milli-bot, o arqui-inimigo do derrame

Dos robôs mais funcionais dos últimos tempos, damos destaque aos mili-bots em desenvolvimento pelos pesquisadores de Stanford.
Medindo mais ou menos o mesmo que um grão de arroz, são inseridos nas artérias de pacientes com tendência a derrame isquêmico (causado por obstruções nas veias) e faxinam o vaso sanguíneo utilizando movimentos circulares. O ato rompe redes de fibrina, responsável por prender os glóbulos vermelhos e formarem coágulos.
Em cenários de saúde como ocorre nos Estados Unidos, local onde uma pessoa sofre um AVC a cada 40 segundos, uma artimanha robótica como o milli-bot pode salvar vidas muito antes do derrame de fato acontecer. No Brasil, a situação não é muito melhor: estimam-se mortes por AVC a cada 6,5 minutos.
Os estudiosos que trabalham no desenvolvimento do robô afirmam que a ausência de fios e o controle magnético tornam o procedimento mais seguro e eficaz que as abordagens vigentes.
Avanços como esse são possíveis devido à grade de cientistas que compõe a Universidade de Stanford: profissionais de bioengenharia, ciência da computação, medicina e mais.
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Droide Gitamini: um companheiro fiel

Embora o milli-bot seja essencial para impedir que artérias quase entupidas desenvolvam um derrame, ainda é necessário o estímulo à atividade física. Caminhadas longas e frequentes são uma forma de exercício físico de baixa intensidade, mas que ainda proporcionam benefícios cientificamente comprovados pela ciência.
Apesar disso, poucas pessoas tem vontade de fazê-lo. Por isso, uma solução encontrada para isso foi a criação do Droide Gitamini: um robô que faz companhia aos usuários para combater a solidão e incentiva a realização de atividades como a caminhada.
“Estamos interessados em como os robôs podem ajudar no que chamaríamos de robótica do bem-estar”, disse Michelle Baldonado, engenheira do Centro de Robótica de Stanford, em entrevista a um canal de notícias da universidade.
O Droide Gitamini foi descrito como “um balde com design caprichado com rodas“, capaz de carregar livros, mantimentos, e projetado, também, para seguir seu companheiro humano de forma intuitiva e educada.
O robô foi fabricado pela Piaggio Fast Forward e teve acesso liberado a Stanford, a qual o modificou com uma tela acoplada e conectada com o ChatGPT. Dentre tudo já mencionado, o droide também emite avisos sobre desníveis e rachaduras nas calçadas, sugere rotas alternativas para a caminhada e aconselha pausas periódicas para o descanso do humano.
O Milli-bot e o Droide Gitamini são apenas exemplos de alguns dos vários projetos de robôs nos quais a Universidade de Stanford está inserida.
