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‘Chuva de dinheiro’: PF recolhe R$ 429 mil arremessados de janela em ação contra Rioprevidência

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‘Chuva de dinheiro’: PF recolhe R$ 429 mil arremessados de janela em ação contra Rioprevidência

A terceira fase da Operação Barco de Papel, conduzida pela Polícia Federal, trouxe novos desdobramentos à investigação sobre um suposto esquema bilionário com recursos da Rioprevidência. A ação ocorreu nesta quarta-feira (11) em Balneário Camboriú (SC), onde agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados.

Durante uma das diligências, uma cena chamou a atenção dos policiais e uma mala com R$ 429 mil foi lançada pela janela de um apartamento. Com o impacto, parte das notas se espalhou na área externa do prédio, o que atraiu a atenção de moradores. Um vizinho chegou a recolher algumas cédulas que caíram no chão, mas todo o valor foi posteriormente recuperado e apreendido.

De acordo com a PF, o dinheiro pode ter ligação direta com o avanço das apurações. A investigação tem como um dos alvos o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, que foi preso sob suspeita de tentar ocultar provas, reorganizar bens e atrapalhar o andamento do inquérito.

A Operação Barco de Papel apura possíveis irregularidades na gestão de recursos do fundo previdenciário, incluindo movimentações financeiras consideradas atípicas. As autoridades seguem analisando documentos, valores apreendidos e o material coletado nas buscas para identificar o destino do dinheiro e a eventual participação de outros envolvidos.

PF apreende carros de luxo e celulares

A nova etapa da Operação Barco de Papel também resultou na apreensão de bens de alto valor que podem reforçar as suspeitas de ocultação de patrimônio. Durante as diligências, a Polícia Federal recolheu dois carros de luxo, modelos Porsche e BMW, além de dois telefones celulares que serão submetidos à perícia técnica para extração de dados.

Segundo a PF, o objetivo desta fase foi rastrear valores e objetos que teriam sido retirados de um imóvel associado ao principal investigado logo após a deflagração inicial da operação, em janeiro. Os agentes trabalham com a hipótese de que houve uma força-tarefa para esvaziar locais ligados aos alvos, com retirada de papéis, eliminação de conteúdos digitais e movimentação de bens.

Os investigadores apontam que essas ações podem ter sido articuladas para dificultar o acesso a provas e atrasar o andamento do inquérito. O material apreendido agora será analisado para ajudar a mapear o destino de recursos e a possível participação de outros envolvidos no esquema sob investigação.

Investimentos bilionários

A Operação Barco de Papel também concentra apurações sobre aplicações financeiras de grande porte feitas com recursos da Rioprevidência. Sob análise estão investimentos em Letras Financeiras do Banco Master, instituição que posteriormente entrou em liquidação pelo Banco Central.

Dados investigados indicam que, entre o fim de 2023 e meados de 2024, o fundo previdenciário dos servidores estaduais do Rio de Janeiro direcionou aproximadamente R$ 970 milhões para esses papéis.

Os ativos são classificados como de risco elevado e não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que aumentou o alerta dos órgãos de controle. A PF busca esclarecer se houve embasamento técnico nas decisões e se interesses particulares podem ter influenciado as operações.

Prisão de ex-dirigente da Rioprevidência

Na etapa anterior da operação, o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi detido. Conforme a Polícia Federal, a prisão está ligada principalmente a comportamentos posteriores às aplicações, como suspeitas de esconder bens, alterar ou apagar registros digitais e até eliminar possíveis provas.

Os investigadores avaliam que essas ações podem ter sido realizadas para dificultar o rastreamento de recursos e comprometer a coleta de evidências. O inquérito segue em andamento para determinar responsabilidades e o destino dos valores analisados.

PF aponta retirada de documentos

Após a deflagração inicial da Operação Barco de Papel, a Polícia Federal passou a monitorar movimentações consideradas atípicas em endereços ligados ao ex-presidente da Rioprevidência. Os agentes relataram o sumiço de documentos em papel, mudanças em informações armazenadas em dispositivos eletrônicos e a transferência de carros de alto padrão para outras pessoas.

Também foram identificadas falhas e exclusões de registros de câmeras de segurança em imóveis relacionados ao investigado. Segundo a investigação, esse conjunto de indícios deu suporte aos pedidos judiciais que autorizaram novas diligências e prisões.

Durante o avanço das apurações, outros dois suspeitos foram detidos em um escritório de advocacia em Santa Catarina. A PF apura se eles teriam colaborado na remoção e na ocultação de itens de interesse do inquérito. As investigações continuam para esclarecer o papel de cada envolvido e preservar possíveis provas.

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