Um ano após a morte da jovem Vitoria Regina, em Cajamar, na Grande São Paulo, novas denúncias divulgadas pelo Domingo Espetacular, neste domingo (22), podem trazer novos desdobramentos ao caso.
Segundo a reportagem, um perito que participou das investigações afirma ter sofrido pressão para manipular laudos que embasaram a prisão do único suspeito, que aguarda julgamento. Ele relata que foi afastado após se recusar a forjar documentos.
Vitória, de 17 anos, desapareceu em fevereiro de 2025 ao voltar do trabalho. Em mensagem enviada pouco antes de sumir, afirmou que estava sendo seguida por dois homens. Nove dias depois, o corpo foi encontrado em uma área de mata.
Questionamentos sobre a perícia
O único preso é Maicol Sales dos Santos. A investigação apontou a presença de sangue no carro e na casa dele, além de fotos da vítima no celular do suspeito.
A defesa, no entanto, sustenta que houve fraude na produção das provas. “O celular nunca passou por uma perícia”, afirmou um especialista contratado pelos advogados.
O perito substituído declarou que aplicou luminol na residência do investigado e que “não foi identificado sangue humano em nenhuma região”. No dia seguinte, outra equipe teria encontrado vestígios. Ele também afirma que seu nome foi incluído indevidamente em um laudo complementar e que não há exame de DNA confirmando que o material recolhido seria da vítima.
Maicol chegou a confessar o crime, mas a Justiça anulou o depoimento por suspeita de coação.
Caso Vitória: denúncia de perito levanta suspeita de fraude um ano após crime (Foto: Reprodução)
Alegações da defesa
O advogado do acusado afirmou que, durante a madrugada, o delegado convocou outro advogado e o destituiu do processo.
“Foi quando soubemos que houve uma confissão no dia seguinte pela TV. Também nesse ato, o secretário de Segurança Pública estava presente e fez perguntas ao nosso cliente. Algo totalmente descabido”, alegou.
Posicionamento oficial
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a Polícia Civil de Cajamar concluiu o inquérito que comprova a dinâmica do crime e que a Justiça acolheu integralmente a denúncia contra o acusado.
Segundo a pasta, um segundo inquérito foi instaurado para apurar a ocultação de cadáver e aguarda análise de material genético para esclarecimento complementar dos fatos. O órgão ressaltou que o trabalho foi conduzido com rigor técnico e transparência.
Já o Ministerio Publico de Sao Paulo afirmou que não houve irregularidades e que as alegações partem exclusivamente da defesa de Maicol, sem respaldo nas provas constantes nos autos.
A Prefeitura de Cajamar declarou que toda a investigação foi conduzida pela Polícia Civil e que o secretário municipal de Segurança, Leandro, não teve contato com o acusado. O município reforçou que o depoimento foi conduzido única e exclusivamente pelo delegado responsável pelo caso.
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