A Justiça de São Paulo decidiu manter em liberdade Rafaela, a viúva do comerciante Igor Peretto, morto a facadas em um apartamento em Praia Grande, no litoral paulista. A decisão rejeitou um pedido do Ministério Público para que a mulher voltasse à prisão preventiva, entendendo que a análise aprofundada das provas deve ocorrer no Tribunal do Júri, instância responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
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Igor Peretto foi assassinado após descobrir uma traição envolvendo a esposa e o próprio cunhado. De acordo com a investigação, o comerciante teria ido ao local do crime para esclarecer a situação quando foi atacado. A acusação sustenta que a vítima foi atraída ao apartamento e surpreendida durante uma discussão, o que caracterizaria uma ação premeditada.
Igor Peretto e Rafaela Costa – Foto: Reprodução
Inicialmente, a viúva, a irmã de Igor e o cunhado chegaram a ser presos preventivamente. No entanto, no caso específico da viúva, a Justiça avaliou que, neste momento do processo, não estão presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão. A decisão também considerou que eventuais qualificadoras e o grau de participação de cada acusado deverão ser analisados pelos jurados durante o julgamento.
O processo segue em andamento, com audiências de instrução e oitiva de testemunhas já realizadas. A defesa da viúva sustenta que ela não teve participação direta no homicídio, enquanto o Ministério Público afirma que o crime foi motivado por um triângulo amoroso, no qual Igor teria se tornado um obstáculo para os envolvidos.
Resumo do caso
Foto: Reprodução
O comerciante Igor Peretto foi morto a facadas em agosto de 2024, em Praia Grande, após descobrir uma traição envolvendo sua esposa e o cunhado. A investigação aponta que ele foi atraído ao apartamento onde ocorreu o crime e atacado durante uma discussão. A esposa, a irmã e o cunhado de Igor foram acusados de envolvimento no homicídio. Embora todos tenham sido presos inicialmente, a Justiça decidiu manter a viúva em liberdade, entendendo que a avaliação definitiva das provas e das responsabilidades caberá ao Tribunal do Júri. O processo segue em andamento.
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