O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, continua mobilizando moradores de Bacabal, no Maranhão, e gerando grande repercussão nas redes sociais. Quase um mês após o sumiço das crianças, a mãe do padrasto deles decidiu se pronunciar publicamente e comentar os rumores envolvendo a família.
As crianças desapareceram junto com o primo, Anderson Kauã, de 8 anos. O menino foi localizado três dias depois, em uma estrada da região, mas os dois irmãos seguem sem paradeiro conhecido, aumentando a angústia de familiares e da comunidade.
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Desde o início das buscas, especulações passaram a circular sobre o possível envolvimento do padrasto, Márcio. No entanto, conforme já informado pelas autoridades, ele foi investigado e não é considerado suspeito no momento.
Desentendimento familiar
Em entrevista com André Luís, Maria do Amparo, mãe do padrasto, confirmou que houve um desentendimento familiar dias antes do desaparecimento. Segundo ela, o conflito envolveu questões pessoais entre adultos da família, mas não teria qualquer ligação com o sumiço das crianças.
A declaração chamou atenção porque boatos sobre brigas entre ela, o filho e a mãe das crianças vinham se espalhando e ganhando força. Maria do Amparo ressaltou que está colaborando com esclarecimentos sempre que necessário e que também deseja que os irmãos sejam encontrados o quanto antes.
Conflitos e discussão entre mãe e filho
Segundo Maria do Amparo, o relacionamento com o filho, Márcio, ficou abalado quando ele decidiu encerrar o casamento anterior para assumir o namoro com Clarice, mãe das crianças. A mudança teria gerado conflitos familiares e momentos de tensão.
Maria do Amparo admitiu que, em um episódio de raiva, chegou a agredir o filho com uma cadeira durante uma discussão. De acordo com seu relato, a atitude foi motivada pela frustração com a decisão dele de deixar a antiga família. Ela enfatizou, porém, que o desentendimento foi apenas com o filho e que nunca teve qualquer problema direto com Clarice.
A avó também fez questão de afirmar que não tem nada contra Ágatha e Allan. Segundo ela, nunca conviveu com as crianças a ponto de criar qualquer sentimento negativo e lamenta profundamente o desaparecimento dos dois.
Mãe do padrasto Maria do Amparo (Foto: Reprodução)
Ela contou ainda que passou a ter mais contato com Clarice justamente após o sumiço das crianças. Nesse período, teria ido à casa dela algumas vezes para prestar apoio e solidariedade. Maria descreveu Clarice como uma pessoa acolhedora e disse que foi bem recebida nas visitas.
“Eu conheci ela (Clarice) agora nesse período, eu fui lá umas três vezes nesse período, dei apoio, não tenho nada contra ela. Ela é uma ótima pessoa, eu fui na casa dela, fui bem recebida no momento que ela tava angustiada”, afirmou. A mãe do padrasto ressaltou que está sofrendo com o desaparecimento das duas crianças. “Eu estou sofrendo também porque sou mãe, sou avó. Perder um filho é muito doído, eu perdi meu marido há pouco tempo e estou sofrendo até hoje, imagine um filho”.
Silêncio da família chama atenção
A mãe e o padrasto seguem sem conceder entrevistas desde o desaparecimento das crianças em Bacabal (MA). O silêncio do casal tem gerado questionamentos, mas, segundo pessoas próximas, a decisão foi tomada para evitar exposição excessiva e a propagação de informações falsas.
Quem tem acompanhado de perto a situação é Mary Coymbra, que mantém contato frequente com Clarice Cardoso, mãe dos irmãos desaparecidos. De acordo com ela, a família optou por se resguardar diante da repercussão do caso.
Mary afirma que a quantidade de boatos e conteúdos sensacionalistas nas redes sociais teria influenciado diretamente na escolha de evitar a imprensa. A prioridade, segundo ela, é preservar o estado emocional da família e não atrapalhar as investigações.
Mãe acredita em possível ação de terceiros
Ainda conforme Mary Coymbra, Clarice não acredita que os filhos tenham simplesmente se perdido em uma área de mata. Para a mãe, existe a possibilidade de que as crianças tenham sido levadas por alguém.
Em conversas reservadas, Mary questionou se Clarice tinha suspeitas sobre alguma pessoa. “Eu até conversei com a Clarice sobre isso, se ela não desconfiava de alguém. Ela sempre foi enfática em dizer que alguém havia levado os filhos dela. Eu perguntei se ela suspeitava de alguém que iria levar seus filhos. E a resposta que ela me deu, ela foi bem clara: ‘Mary, eu não consigo imaginar que alguém daqui seria capaz de fazer isso’. E eu falei: ‘Clarice, mas geralmente acontece com as pessoas mais próximas’. Tudo que eu falo pra ela, eu digo, fala pro delegado. E ela disse: ‘eu vou tentar pensar, mas não consigo imaginar que alguém daqui teria coragem de fazer isso com meus filhos’”, contou Mary.
O desaparecimento de Ágatha e Allan continua sendo investigado, e o caso mantém a comunidade local mobilizada. Enquanto isso, familiares vivem dias de angústia e expectativa por respostas.
As autoridades reforçam que qualquer informação que possa contribuir com as buscas deve ser comunicada imediatamente à polícia. O objetivo é reunir o máximo de dados possíveis para esclarecer o que aconteceu com as crianças.
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