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Caso Bacabal: mãe de crianças desaparecidas desabafa após reviravolta

Caso Bacabal: mãe de crianças desaparecidas desabafa após reviravolta

A mãe das crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, Clarice Cardoso, fez um desabafo público após uma nova movimentação da Polícia Civil no caso que investiga o sumiço dos irmãos Ágatha Isabelly (06), e Allan Michael (04). Os dois estão desaparecidos há mais de um mês. A presença de investigadores na casa da família chamou a atenção de moradores e reacendeu a mobilização na comunidade.

Segundo relatos de moradores, equipes da Polícia Civil estiveram na residência de Clarice na quinta-feira (05), permanecendo no local por várias horas. A corporação, até a última atualização, não havia detalhado oficialmente o motivo da diligência.

Investigadores retornam à casa da família

Moradores da região afirmaram que cerca de sete policiais civis chegaram à casa da família pela manhã e permaneceram no imóvel durante boa parte do dia. À tarde, as equipes teriam retornado com apoio aéreo e cães farejadores para novas buscas.

A movimentação foi vista como uma possível reavaliação de pontos da investigação. Apesar da repercussão, a Polícia Civil não divulgou informações sobre os procedimentos realizados nem comentou os relatos da comunidade.

Reprodução

Desabafo nas redes sociais

Horas após a circulação das informações sobre a presença policial, Clarice Cardoso compartilhou nas redes sociais uma foto antiga ao lado dos filhos e publicou uma mensagem sobre o momento que atravessa.

No texto, ela afirmou que sente a dor maior do que suas forças e pediu amparo espiritual para continuar firme diante da situação. A manifestação gerou apoio de internautas e reacendeu a atenção pública sobre o desaparecimento.

Em conversa anterior com pessoas próximas, a mãe declarou acreditar que as crianças foram levadas. Segundo ela, apesar de ter participado das buscas, não sentiu que os filhos estariam na área inicialmente vasculhada.

Suspeita e andamento das buscas

Clarice também afirmou que comunicou à polícia a existência de uma suspeita, mas não revelou detalhes publicamente. Ela disse não conseguir imaginar que alguém da própria comunidade esteja envolvido, ressaltando os vínculos entre os moradores.

As buscas pelos irmãos já mobilizaram mais de mil pessoas, entre voluntários e equipes especializadas. Durante as operações, foram encontrados vestígios como fezes e pegadas, cuja origem ainda não foi confirmada pelos investigadores.

Um terceiro menino, primo das crianças, havia se perdido junto com os irmãos, mas foi localizado após três dias de buscas e retornou para casa sem ferimentos. O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil não informou novos prazos ou linhas de apuração.

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