As buscas por Ágatha Isabelle (06), e Allan Michael (04), completam 46 dias nesta sexta-feira (20), em Bacabal, no interior do Maranhão. O desaparecimento dos irmãos mobiliza forças de segurança, autoridades locais e moradores da região, mas até o momento não há pistas concretas sobre o paradeiro das crianças.
- O que é Amber Alert e qual o impacto nas buscas pelas crianças de Bacabal
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), afirmou que a operação continuará até que os irmãos sejam encontrados.
Como estão as buscas
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão, as equipes voltaram a percorrer áreas já vistoriadas anteriormente, com foco nos pontos mapeados no início da operação, para verificar detalhes que possam ter passado despercebidos.
As ações incluem:
- Varreduras terrestres em área de mata superior a 3.200 km²
- Apoio de drones e helicópteros em locais de difícil acesso
- Buscas no entorno da chamada “casa caída”, cabana abandonada onde cães farejadores identificaram o último rastro das crianças
- A cabana fica a cerca de 3,5 quilômetros, em linha reta, da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde os irmãos desapareceram.
Operação no Rio Mearim
As buscas também se concentraram no Rio Mearim, próximo à área do desaparecimento. A Marinha do Brasil realizou cinco dias de operação na região, percorrendo mais de 19 quilômetros do rio com apoio de mergulhadores e uso de sonar de varredura lateral (side scan sonar).
Sem indícios de que as crianças tenham passado pelo rio, a Marinha encerrou as buscas na área fluvial no fim de janeiro, mas informou que permanece em prontidão caso surjam novas evidências.
Falsos indícios
Nas últimas semanas, surgiram pistas que não se confirmaram:
- Uma denúncia levou a Polícia Civil de São Paulo a verificar um hotel na capital paulista, mas as crianças encontradas no local não eram Ágatha e Allan.
- Voluntários localizaram roupas infantis próximas a uma gruta na região, mas não houve confirmação de ligação com o caso.
Linha do tempo
- O desaparecimento ocorreu em 4 de janeiro, quando os irmãos e o primo Anderson Kauã, de 8 anos, brincavam em uma área de mata na zona rural de Bacabal.
- Anderson foi encontrado três dias depois, debilitado e sem roupas, após se perder na mata. Ele relatou que os três entraram na floresta por conta própria e se desorientaram. Ao encontrarem a “casa caída”, ele teria se separado dos primos para buscar ajuda.
- As investigações seguem sob sigilo. Segundo a prefeitura, dezenas de moradores da comunidade já foram ouvidos pela Polícia Civil.
- As equipes envolvidas destacam que o terreno, com mata fechada, relevo irregular, lagos, riachos e presença de animais silvestres, torna o trabalho extremamente complexo.
Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro das crianças.
Leia mais no BacciNotícias:
- Mistério em Bacabal: menino encontrado não consegue explicar desaparecimento de primos
- Caso Bacabal: irmãos seguem desaparecidos há 42 dias sem vestígios
- Mãe dos irmãos desaparecidos de Bacabal faz revelação sobre criança encontrada
O post Buscas por crianças desaparecidas de Bacabal chegam a 46 dias; veja o que se sabe apareceu primeiro em Bacci Noticias.
