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Bocalom defende investimento de R$ 3,8 milhões em câmeras: “Tinha condições”

Ao apresentar a Central Integrada de Videomonitoramento de Rio Branco, nesta quarta-feira (11), o prefeito Tião Bocalom fez questão de enfatizar que o sistema foi implantado com recursos próprios do município e relembrou as críticas recebidas no início do projeto, quando o investimento inicial de R$ 3,8 milhões foi questionado.

“Quando começamos, muita gente disse: ‘é um investimento alto, muito dinheiro’. Na época, foram R$ 3,8 milhões só no primeiro investimento”, afirmou. Segundo ele, a decisão foi tomada após análise da capacidade financeira da prefeitura. “Provamos que tínhamos condições. Não deixamos faltar merenda nas escolas, não deixamos faltar medicamento.”

Bocalom comparou a iniciativa municipal com a estrutura já existente no Estado. “As câmeras que o Estado tem aqui foram compradas com recursos federais. E de repente eu chego aqui e vejo a prefeitura comprando com recursos próprios. Isso deixou feliz não só a mim, mas toda a nossa equipe”, declarou.

O prefeito disse que a gestão optou por investir em tecnologia em vez de criar uma guarda municipal nos moldes tradicionais. “Essa história de guarda municipal já foi. Aqui não tinha tecnologia. Eu queria colocar câmera na cidade para vocês verem”, comentou. Segundo ele, a decisão foi tomada após diálogo com prefeitos de outras cidades. “Conversei com gestores de cidades grandes e ouvi que, se fosse hoje, investiriam mais em tecnologia.”

Ao rebater questionamentos sobre a destinação dos recursos, o prefeito citou investimentos paralelos em saúde, educação, infraestrutura e habitação popular

Ao rebater questionamentos sobre a destinação dos recursos, o prefeito citou investimentos paralelos em saúde, educação, infraestrutura e habitação popular | Foto: ContilNet

Além da segurança pública, Bocalom argumentou que o sistema também tem reflexos na mobilidade urbana e na gestão da cidade. “Estamos vendo que é possível, através desse trabalho, controlar o trânsito”, afirmou, acrescentando que veículos de comunicação já utilizam imagens do sistema para informar a população.

Ao rebater questionamentos sobre a destinação dos recursos, o prefeito citou investimentos paralelos em saúde, educação, infraestrutura e habitação popular. “É obrigação nossa cuidar do dinheiro. Mas não é cuidar superficialmente, é cuidar por dentro do risco”, disse.

Para ele, o videomonitoramento representa uma mudança de postura do município na área da segurança pública. “Sempre diziam que segurança não tinha nada a ver com a prefeitura. Nós mostramos que é possível contribuir”, concluiu.

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