O astro global Bad Bunny reagiu de forma silenciosa e enigmática após a tempestade política provocada por sua apresentação no Super Bowl. Nesta segunda-feira (9/2), os mais de 52 milhões de seguidores do artista foram surpreendidos ao notar que ele arquivou todas as publicações de seu perfil oficial no Instagram. A conta agora exibe “zero publicações”, está sem foto de perfil e mantém apenas o link para seu novo álbum na biografia.
A decisão de Bad Bunny ocorre menos de 24 horas após o presidente Donald Trump disparar uma série de críticas severas contra o espetáculo. O embate consolidou a apresentação como uma das mais divisivas da história da NFL, misturando orgulho latino e tensão governamental.

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O ataque de Trump ao espetáculo
Donald Trump não poupou adjetivos negativos para descrever a performance, que contou com bandeiras da América Latina e foi cantada majoritariamente em espanhol. O republicano classificou o show como “absolutamente terrível” e um dos “piores de todos os tempos”.
Para o presidente, a escolha do idioma foi um ponto de discórdia. “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, escreveu Trump. Além disso, ele atacou a coreografia da apresentação, chamando a dança de “repugnante” e alegando que o conteúdo seria inadequado para as crianças que assistiam à final do campeonato em todo o mundo.
Silêncio estratégico ou novo ciclo?
Esta não é a primeira vez que Bad Bunny utiliza o “apagão” em suas redes sociais para sinalizar protesto ou o início de uma nova fase criativa. No entanto, o timing atual sugere uma resposta direta à pressão política. O cantor é um crítico ferrenho das políticas de imigração dos EUA e usou o palco do Super Bowl para reafirmar sua identidade porto-riquenha.
Enquanto Trump afirma que o show foi uma “afronta à grandeza da América”, os fãs do artista exaltam a coragem de Benito em manter suas raízes no maior palco do mundo. O mistério sobre o retorno de Bad Bunny às redes sociais continua, enquanto o debate sobre cultura e política segue inflamando a internet.
Fonte: Metrópoles
Redigido por: ContilNet