A investigação sobre o paradeiro de Ágatha Isabelle (6 anos) e Allan Michael (4 anos), desaparecidos há 50 dias em Bacabal, Maranhão, ganhou um novo e impactante capítulo. Francisca Cardoso, avó das crianças desaparecidas, veio a público confirmar uma revelação feita pela polícia que muda a teoria principal do caso: a de que as crianças nunca se perderam sozinhas na floresta.
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Revelação: o primo foi “plantado” no local
Em conversa com o comunicador Randyson Laércio, Francisca e a mãe das crianças afirmaram que polícia agora trabalha com a hipótese de que o primo Anderson Kauã (8 anos), encontrado três dias após o sumiço, foi deixado propositalmente no casebre abandonado para ser localizado.

Foto: Reprodução
A avó das crianças desaparecidas confirmou que, segundo investigadores, Ágatha e Allan apenas passaram pela “casa caída” na mata, mas estavam acompanhados de um adulto.
A família acredita que alguém que conhecia a rotina da casa aproveitou um momento de baixa movimentação e a ausência dos pais para levar os irmãos. “Aproveitaram que a Clarice tinha saído e eu não estava bem”, desabafou Francisca.
Distância impossível para crianças
Um dos pontos que mais chocou a avó foi a análise técnica da polícia sobre a distância do local onde Anderson foi achado. Investigadores afirmaram à família que crianças de 4 e 6 anos jamais conseguiriam caminhar, por conta própria, nem um terço daquela distância em meio à vegetação densa.
Francisca reforça que, se estivessem perdidas, as crianças teriam parado para chorar e seriam encontradas rapidamente pelas equipes de busca, que vasculharam cada palmo da região sem encontrar sequer uma peça de roupa ou rastro físico.
Desabafo sobre julgamentos
A avó também aproveitou para rebater as críticas da comunidade de que a família estaria “calma demais” diante da tragédia:
”Às vezes querem jogar a culpa para cima da gente. Eu já me desesperei, minha pressão subiu, estou com a cabeça doendo até hoje. O que eu mais quero é achar eles.”
Fé no aparecimento em outras cidades
Para Francisca, a convicção agora é de que os netos estão vivos e sob o poder de alguém em outra localidade. Ela faz um apelo dramático para que pessoas em outras cidades observem crianças com as características de Ágatha e Allan e denunciem qualquer suspeita às autoridades.
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