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A diretriz de fixar o termostato em um número baixo para economizar energia caiu por terra recentemente. Especialistas em climatização alertam que a famosa regra dos 19°C pode causar problemas de saúde e danos estruturais à casa. Portanto, a nova recomendação foca em conforto inteligente e eficiência térmica real.
Por que a regra dos 19°C perdeu a validade?
De acordo com análises técnicas publicadas pelo portal Loof Vught, manter uma temperatura fixa e baixa ignora a física básica das construções modernas e antigas. Casas que esfriam demais exigem uma carga energética muito maior para reaquecer as paredes e móveis, anulando qualquer economia prevista na conta mensal.
Além disso, o conforto térmico é subjetivo e varia drasticamente conforme a idade e a saúde dos moradores. Insistir em um ambiente frio aumenta a umidade relativa do ar, criando o cenário perfeito para a proliferação de fungos nocivos que afetam o sistema respiratório da família.
📉 O Mito da Escassez
A crise energética impulsionou a ideia de sofrer no frio para poupar dinheiro.
🍄 O Problema Oculto
Temperaturas baixas aumentaram a condensação e o mofo nas residências.
🌡️ Aquecimento Inteligente
A prioridade agora é a constância térmica e o controle por zonas.
Qual é a nova recomendação dos especialistas?
A abordagem atual sugere o aquecimento por zonas, onde cada cômodo recebe a temperatura adequada ao seu uso específico. Banheiros e salas de estar devem permanecer mais aquecidos para garantir o bem-estar, enquanto quartos e corredores podem operar com temperaturas ligeiramente menores sem comprometer a saúde.
Ademais, engenheiros recomendam manter uma temperatura base constante em vez de desligar totalmente o aquecimento. Isso evita o “choque térmico” da estrutura da casa, impedindo que a umidade se instale nas paredes frias durante a noite ou períodos de ausência.

Como a umidade impacta a regra dos 19°C?
O ar frio tem menor capacidade de reter vapor de água, o que leva à condensação imediata em superfícies frias quando tentamos seguir a regra dos 19°C em dias úmidos. O mofo resultante causa danos materiais caros e problemas respiratórios que custam muito mais do que a energia economizada.
Por conseguinte, elevar a temperatura para 20°C ou 21°C ajuda a secar o ar e protege a integridade do imóvel. A tabela a seguir compara os efeitos práticos de diferentes configurações de temperatura na saúde da casa e dos ocupantes.
| Configuração | Risco de Mofo | Eficiência Real |
|---|---|---|
| Fixo em 19°C | Alto (Condensação). | Baixa (Retomada lenta). |
| Variável (Zonas) | Baixo. | Alta (Uso inteligente). |
| Constante 21°C | Nulo. | Moderada (Conforto total). |
O que substitui o controle manual do termostato?
A tecnologia de automação residencial permite hoje o uso de válvulas termostáticas inteligentes que aprendem a rotina da casa. Esses dispositivos ajustam o calor baseados na presença real de pessoas, garantindo que a energia seja gasta apenas onde e quando é necessária.
Finalmente, investir em isolamento térmico de qualidade supera qualquer ajuste fino no painel de controle. Reter o calor gerado através de janelas duplas e vedação correta é a única estratégia definitiva para economizar dinheiro sem sacrificar o conforto térmico da família.
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