Antes de morrer, marido de idosa que sumiu no Santuário de Aparecida há 12 anos fez forte desabafo

O aposentado Delmar Winck morreu aos 95 anos, no dia 22 de novembro de 2025, sem obter a resposta que buscou por mais de uma década. Ele era o marido de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, que desapareceu misteriosamente dentro do Santuário Nacional de Aparecida em outubro de 2012. Na época, a idosa tinha 77 anos e sumiu em poucos segundos enquanto o casal fazia compras no complexo religioso.

O caso aconteceu durante uma excursão da terceira idade que saiu de Portão, no Rio Grande do Sul. Segundo os relatos da época, Delmar entrou em uma loja de velas para efetuar o pagamento de uma compra e pediu que a esposa o aguardasse do lado de fora.

Quando ele saiu do estabelecimento, Beatriz havia sumido em meio aos 200 mil romeiros que circulavam pelo local. Sem câmeras de segurança no ponto exato e sem pistas concretas, ela nunca mais foi localizada.

Desabafo antes da morte

Em entrevistas concedidas ao jornal Diário Gaúcho logo após o desaparecimento, Delmar detalhou como a rotina da família foi destruída. Ele afirmou que a ausência da esposa era uma ferida que não fechava.

“Fiquei com a minha vida estragada. Não sei que rumo tomar. Tenho filhos e netos, mas me falta um pedaço”, desabafou o idoso.

Beatriz era a responsável por coordenar a casa e organizar os encontros dos filhos e netos. Com o sumiço, Delmar relatou que o clima para qualquer tipo de comemoração acabou. Para ele, realizar festas de Natal ou reuniões familiares sem saber o paradeiro da esposa parecia errado. Ele chegou a dizer que essas situações davam a impressão de que a família estava festejando a ausência dela.

Pressão para deixar Aparecida

Durante os 49 dias em que permaneceu acampado no interior paulista para acompanhar as investigações, Delmar relatou ter sentido resistência por parte das instituições locais. Em suas declarações ao Diário Gaúcho, o aposentado afirmou que a presença da família era vista como um problema para o turismo da região.

“Havia pressão. Somos um incômodo. Tenho a impressão de que gostariam que já tivéssemos saído. Temos um fato negativo que talvez pensassem que iria prejudicar o Santuário ou a própria cidade”, revelou Delmar. O idoso percorreu hospitais e asilos de diversas cidades, mas sempre ouvia das autoridades que não havia novidades sobre o caso.

Linhas de investigação

Delmar morreu acreditando que a esposa pudesse ter sofrido um lapso súbito de memória após um susto ou um possível assalto. Ele analisava que, sem documentos e sem lembranças, ela teria começado a caminhar sem rumo pela multidão de Aparecida até se perder definitivamente.

O falecimento de Delmar ocorre 13 anos após o início do mistério. Apesar da morte do marido, o caso Beatriz Winck segue em aberto no DHPP de São Paulo. Os familiares de Beatriz continuam com as buscas pela idosa, mantendo viva a investigação que o pai liderou até os últimos dias de vida.

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