Antes de matar corretora, síndico proibiu mulher de trabalhar no condomínio; ouça áudio

Um áudio divulgado pelo programa Fantástico, neste domingo (1º), mostra o síndico Cléber Rosa de Oliveira afirmando que a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, estava proibida de trabalhar no condomínio onde morava. A gravação foi feita semanas antes do assassinato da profissional.

Cléber confessou o crime e foi preso na última quarta-feira (28), em Caldas Novas (GO).

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Na gravação, o síndico conversa com a proprietária de um apartamento e afirma que a corretora estava impedida de atuar no condomínio, além de determinar que a recepção não prestasse mais qualquer tipo de atendimento a ela.

“Eu não vou voltar atrás dessa decisão minha, ela está proibida. A recepção não vai prestar serviço, atendimento a ela, não vai entregar ficha, não vai fazer nada. Então, a Daiane não pode mais trabalhar com administração de apartamentos aqui”, afirmou Cléber no áudio.

Ainda segundo o conteúdo divulgado, o síndico diz que as reservas já feitas por Daiane seriam respeitadas, para não prejudicar clientes e proprietários, mas reforça que, a partir daquele momento, ela não teria mais acesso às rotinas do prédio.

Histórico de conflitos

Síndico e corretora mantinham um histórico de brigas e processos judiciais. Antes de desaparecer, Daiane chegou a enviar um e-mail ao 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas, no qual relatava sofrer ofensas e ameaças.

No documento, a corretora afirmou que temia pela própria vida e solicitou medidas de proteção.

Segundo o relato, as agressões partiam de Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico, que também atuava com locações no condomínio. Daiane afirmou que os ataques tinham como objetivo afastá-la do trabalho no local para que apenas ele continuasse exercendo a atividade.

Entenda o caso

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro, após descer ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia, problema que, segundo ela, era recorrente em seu apartamento.

O corpo da corretora foi encontrado dias depois em uma área de mata no município de Ipameri, a cerca de 20 quilômetros de Caldas Novas, em estado de ossada. De acordo com a Polícia Civil, o síndico levou os investigadores até o local onde abandonou o corpo após o crime.

Cléber Rosa de Oliveira foi preso e confessou o homicídio. Além dele, o filho, Maicon, também foi preso, suspeito de obstrução das investigações. Um porteiro do condomínio foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

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