Aliciadores de Epstein atuaram no Brasil por mais de uma década

Documentos recentemente tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram que o financista Jeffrey Epstein e seus cúmplices mantiveram articuladores e estratégias estruturadas que alcançaram o Brasil por mais de uma década, em um padrão de atuação que foi muito além de visitas esporádicas ao país.

  • Bombeiros fazem descoberta surpreendente em motor de carro e alertam; vídeo

Segundo os arquivos analisados por veículos internacionais, incluindo e-mails, imagens e comunicações internas, os registros indicam que entre 2002 e 2019 houve uma série de contatos e movimentações relacionadas ao recrutamento de mulheres no Brasil para enviá-las aos Estados Unidos. A estratégia envolvia agentes e intermediários que percorriam diferentes regiões do território brasileiro em busca de jovens apresentadas como modelos ou com supostas promessas de carreira internacional — uma fachada que, em muitos casos, servia para introduzi-las à rede de exploração de Epstein.

Documentos específicos apontam que intermediários passaram por cidades como São Paulo, Recife, Vitória, Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre, relatando diretamente a Epstein os resultados das buscas e mantendo comunicação constante sobre possíveis “candidatas”. Há registros de correspondências detalhadas, nas quais agentes descreviam perfis de mulheres encontradas, atualizavam o status das viagens e alinhavam as próximas etapas das operações.

As mensagens analisadas também mencionam brasileiros citados em trocas de e-mails com a rede, sugerindo aproximações com pessoas que, embora não comprovadamente envolvidas em crimes, foram indicadas como possíveis contatos para reuniões ou parcerias durante visitas ao Brasil. Em alguns casos, intermediários sugeriam encontros ou apresentavam perfis de empresários e influenciadores locais, indicando tentativas de estabelecer vínculos com setores como moda, negócios e entretenimento, com o objetivo de facilitar o trabalho de recrutamento.

Os documentos divulgados pelo governo norte-americano fazem parte de um conjunto com mais de 3 milhões de páginas relacionadas às investigações sobre Epstein e seus associados, incluindo detalhes sobre transações financeiras, viagens internacionais e comunicações globais ligadas ao esquema de aliciamento e exploração sexual. O volume do material ajuda a dimensionar o alcance internacional da rede e sua atuação estruturada em diferentes países, incluindo o Brasil, ao longo de muitos anos.

Leia no Bacci Notícias:

  • Vizinhos relatam rotina familiar de secretário antes da tragédia em Itumbiara
  • Após tumulto, Carnaval em SP terá reforço policial e ações contra crimes nos blocos
  • Exclusivo! Infraestrutura e segurança: Deputado aponta desfalques em SP

O post Aliciadores de Epstein atuaram no Brasil por mais de uma década apareceu primeiro em Bacci Noticias.